Questões de Concurso Para prefeitura

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Q4353979 Linguística
Os estudos da linguagem oferecem diferentes perspectivas para a compreensão dos usos linguísticos e das relações estabelecidas nas práticas sociais. No ensino de Língua Portuguesa, esses conhecimentos contribuem para a análise de situações variadas de uso da língua (FIORIN, 2016; JAKOBSON, 2010).
Considerando a enunciação e os elementos constitutivos da comunicação, associe a Coluna 1 à Coluna 2. 

Coluna 1
1.Enunciador 2.Enunciatário. 3.Mensagem. 4.Código. 5.Canal.
Coluna 2

(__)Sistema de signos e convenções compartilhado pelos participantes e empregado na construção do que é comunicado.
(__)Sujeito discursivo responsável pela produção do dizer, identificado pelas marcas que sua posição deixa no enunciado, sem correspondência obrigatória com a pessoa que realiza o ato concreto de fala.
(__)Meio físico ou técnico utilizado para estabelecer o contato necessário à circulação do que é produzido entre os participantes. 
(__)Conteúdo organizado por signos e transmitido no processo comunicativo, constituindo aquilo que circula entre os participantes por determinado meio.
(__)Sujeito discursivo ao qual o dizer se dirige, considerado na organização do enunciado e nas escolhas realizadas por quem assume a posição de produção.

Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4353978 Pedagogia
A compreensão da aprendizagem e do desenvolvimento humano reúne diferentes formulações acerca dos processos envolvidos na formação dos sujeitos. Nesse campo, determinadas perspectivas oferecem fundamentos para a análise das relações estabelecidas nas práticas educativas (VYGOTSKY, 2007).
Considerando as contribuições de Lev Vygotsky para a aprendizagem e a linguagem, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353977 Linguística
A diversidade linguística constitui característica das comunidades de fala e se relaciona às diferentes experiências sociais e culturais de seus integrantes. No campo educacional, reconhecer a multiplicidade dos usos da língua permite compreender suas implicações para a formação do cidadão e para o enfrentamento de formas de discriminação associadas à linguagem (BORTONI-RICARDO, 2004).
Considerando as relações entre Língua Portuguesa, cidadania, diversidade cultural e inclusão, complete corretamente as lacunas.
O reconhecimento da __________ linguística permite compreender a coexistência de diferentes usos da língua como fenômeno constitutivo das comunidades de fala. No espaço escolar, a identificação do __________ linguístico evidencia a atribuição de juízos sociais negativos a determinados usos e a seus falantes. Nesse contexto, a promoção dos __________ linguísticos relaciona o respeito à diversidade de usos às condições de participação social dos sujeitos.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
Alternativas
Q4353976 Literatura
A organização sonora do poema resulta da articulação de diferentes recursos formais, cujos efeitos variam conforme a maneira como são combinados na composição dos versos. A análise desses recursos contribui para a compreensão da estrutura e dos efeitos produzidos pelo texto poético (GOLDSTEIN, 2006).
Considerando a versificação e as relações entre métrica, ritmo e rima, analise as afirmativas a seguir.

I.A métrica corresponde à medida do verso estabelecida pela contagem das sílabas poéticas, cuja delimitação considera critérios sonoros próprios da escansão e se encerra na última sílaba tônica.
II. O ritmo de um verso decorre da correspondência entre sua extensão silábica e a recorrência de um mesmo padrão métrico, sendo a regularidade da medida responsável pela organização rítmica da composição.
III.A coincidência entre a divisão das sílabas gramaticais e a das sílabas poéticas constitui condição para a manutenção do metro, pois os processos de ligação sonora entre palavras não interferem na escansão.
IV. A rima estabelece correspondências sonoras entre segmentos dos versos a partir da recorrência de fonemas, podendo reunir palavras que apresentam configurações gráficas distintas.
V. O verso livre organiza seu ritmo por recursos como distribuição de acentos, pausas e recorrências sonoras, embora apresente variação na extensão silábica dos versos.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353975 Pedagogia
A avaliação da aprendizagem integra o trabalho pedagógico e produz informações que subsidiam decisões em diferentes momentos do processo educativo. Seus procedimentos assumem funções distintas conforme as finalidades que orientam a obtenção e a utilização das informações sobre a aprendizagem dos estudantes (LUCKESI, 2011).
Considerando as funções da avaliação diagnóstica, formativa e somativa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353974 Português
 A organização do ensino de Língua Portuguesa envolve decisões teóricas e metodológicas que repercutem na seleção e na abordagem dos conteúdos escolares. Diferentes perspectivas acerca desse ensino estabelecem critérios próprios para a condução do trabalho pedagógico (CAGLIARI, 2009).
Considerando as contribuições de Luiz Carlos Cagliari para o ensino da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4353973 Linguística
 A Sociolinguística contribui para o ensino de Língua Portuguesa ao examinar as relações entre usos linguísticos e fatores sociais presentes nas comunidades de fala. Essa perspectiva oferece subsídios para compreender fenômenos que se manifestam nas práticas de linguagem e no espaço escolar (BORTONI-RICARDO, 2004).
Considerando os aspectos sociolinguísticos aplicados ao ensino de Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353972 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação.
Considerando as classes gramaticais e as funções desempenhadas pelos vocábulos no trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353971 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
Nesse cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação. Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I.A vírgula empregada antes de "no qual" delimita uma oração subordinada adjetiva explicativa, cuja informação incide sobre o antecedente "um meio de aprendizagem".

PORQUE

II.A vírgula antes de "no qual" sinaliza que a informação introduzida pela oração não seleciona, entre possíveis referentes, aquele designado pela expressão "um meio de aprendizagem".

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353970 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
A Didática Profissional examina a formação a partir das relações entre atividade, experiência e aprendizagem. No desenvolvimento da argumentação, determinadas conclusões não aparecem formuladas de modo direto, mas podem ser construídas pela articulação entre diferentes informações apresentadas no texto.
Considerando as inferências, os pressupostos e os implícitos textuais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353969 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
"...voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática."
Considerando os processos de derivação e composição envolvidos na constituição das palavras do trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353968 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.
Considerando as relações de concordância nominal e verbal presentes no trecho, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4353967 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
 O texto aborda diferentes perspectivas relacionadas à formação docente, articulando concepções teóricas, experiências profissionais e práticas formativas. Ao longo da discussão, essas dimensões são examinadas a partir das relações que estabelecem entre si e dos processos envolvidos no desenvolvimento da atuação profissional.
Considerando a compreensão, a interpretação e a análise crítica do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4353966 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática.
Considerando a organização do trecho em frase, oração e período, analise se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).

(__)O trecho constitui uma frase declarativa organizada em torno da forma verbal "existem", à qual se vincula o sintagma nominal posposto "duas faces".
(__)A oração organizada em torno de "existem" apresenta sujeito indeterminado, visto que o sintagma "duas faces" aparece posposto à forma verbal e não identifica o agente da ação expressa.
(__)O trecho apresenta duas orações com verbos flexionados, sendo a primeira organizada em torno de "existem" e a segunda iniciada após os dois-pontos.
(__)A estrutura centrada em "existem" constitui uma oração, pois apresenta verbo flexionado e organiza uma relação sintática entre o predicado e o sujeito posposto "duas faces".
(__)O segmento iniciado após os dois-pontos desenvolve o conteúdo anunciado por "duas faces", sem constituir nova oração em torno de verbo em forma finita.

Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4353965 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada.

Considerando as relações de coordenação e subordinação estabelecidas no período, analise as afirmativas a seguir.

I.A oração introduzida por "enquanto" mantém relação de subordinação com a oração anterior e assume, no contexto, valor contrastivo ao estabelecer oposição entre os critérios atribuídos às duas atividades.
II.A oração introduzida pelo "que" subsequente a "assegurando" classifica-se como subordinada adjetiva restritiva, pois delimita o sentido do termo "critérios epistêmicos" presente na oração anterior.
III.A estrutura "assegurando que a conceitualização foi realizada" coordena-se à oração introduzida por "enquanto", uma vez que ambas apresentam autonomia sintática e se ligam sem relação de dependência.
IV.A forma nominal "assegurando" introduz uma oração reduzida de gerúndio vinculada ao conteúdo precedente, ao passo que o "que" subsequente atua como conjunção integrante de uma oração subordinada substantiva.
V.A oração introduzida pelo "que" subsequente a "assegurando" exerce função de objeto direto dessa forma verbal, estabelecendo relação de subordinação substantiva no interior da construção reduzida.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353094 Nutrição
Uma equipe de Atenção Primária acompanha uma usuária com diabetes, obesidade e dificuldades de acesso a uma alimentação adequada. Após avaliação, identifica necessidade de atendimento especializado, sem interromper o acompanhamento realizado na unidade. A conduta mais coerente com a organização da Atenção Primária é:
Alternativas
Q4353093 Saúde Pública
Sobre a organização da Atenção Primária à Saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), analise as proposições.

I. A Atenção Primária constitui principal porta de entrada e centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde.
II. Universalidade, equidade e integralidade estão entre os princípios operacionalizados na Atenção Primária.
III. Suas ações concentram-se em promoção e prevenção, enquanto diagnóstico e tratamento pertencem aos demais níveis de atenção.
IV. A Saúde da Família constitui estratégia prioritária para expansão e consolidação da Atenção Primária.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4353092 Saúde Pública
Sabendo que os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) orientam a organização e a prestação das ações e serviços de saúde, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353091 Nutrição
A hidratação adequada é um dos componentes da estratégia nutricional relacionada à prática de exercícios físicos. Com base nessa informação e em seus conhecimentos, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4353090 Nutrição
Um atleta realiza sessões intensas de treinamento em dias consecutivos e precisa favorecer a recuperação entre os treinos. Considerando a alimentação após o exercício, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
11581: A
11582: B
11583: B
11584: D
11585: D
11586: A
11587: C
11588: A
11589: B
11590: B
11591: C
11592: C
11593: A
11594: A
11595: D
11596: E
11597: B
11598: A
11599: E
11600: A