Questões de Concurso Para prefeitura

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Q4360621 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A cafonice do Brasil


Muito se fala sobre etarismo, uma palavra que até pouco tempo ninguém sabia que existia. Em alguns países orientais os mais velhos são reverenciados como pessoas sábias. Mas no Brasil não importa quanto sucesso você fez ou o quanto contribuiu com algo: quando chega numa certa idade todo mundo tem que seguir a cartilha do envelhecer. Especialmente se você é mulher. Caso não siga a cartilha, ou seja, não atenda às expectativas impostas pela sociedade de envelhecer dentro dos padrões da moralidade, se prepare pra zerar o dicionário de xingamentos machistas e misóginos.


O que se viu nesses últimos dias, com tantos julgamentos sobre o corpo e as roupas da Xuxa em seu show "O Último Voo da Nave", diz muito sobre nós. Digo "nós" porque boa parte dessa cartilha e fiscalização muitas vezes vem das próprias mulheres. Das que se escondem nos comentários até as ditas "influencers da moral" que fingem um discurso de crítica social só pra lacrar e ganhar likes em cima das atitudes de outras mulheres. A internet virou um refúgio de gente frustrada que arrumou um lugar pra destilar ódio disfarçado de opinião, usando o moralismo e a política pra angariar pessoas igualmente frustradas e desinformadas.


Mulheres reféns dos padrões, com seus procedimentos e magreza extrema, que se acham revolucionárias por julgarem corpos alheios. A verdadeira cafonice do Brasil. E o mais triste: ver outras mulheres curtindo, comentando e se sentindo importantes porque alguém destilou todo o preconceito que elas não tiveram coragem de mostrar.


Enquanto isso, nas escolas, meninas seguem fazendo bullying com as outras, os pais permanecem omissos e os educadores seguem preocupados com a relação violenta entre elas. Tenho uma filha adolescente e vejo claramente como a rivalidade feminina começa cedo. Comentários maldosos sobre os corpos das outras, adjetivos num tom pejorativo, exclusão de grupos, falta de empatia e dificuldade de aceitar quem é diferente. Muitas vezes com meninos incentivando tudo de camarote. Já falei pra minha filha que, cada vez que as meninas brigam entre si, os meninos se sentem mais à vontade pra julgá-las. Um grupo de meninas unidas é o melhor antídoto contra qualquer dominação.


Feminicídio, voto feminino sendo ameaçado, crianças sendo abusadas, violência doméstica e vocês, caras amigas, gastam tempo e voz falando do corpo de outra mulher?


Xuxa lotou, aos 63 anos, um estádio por duas noites com pessoas 40+ relembrando uma época e a própria história. Era uma comemoração. E o olhar pro deslize foi o que ficou? Que olhar adoentado é esse, caras amigas, que ignora uma superprodução e foca na virilha de alguém que resolveu envelhecer celebrando a vida? O que isso traz de bom pra alguém? Qual o exemplo que vocês querem deixar pra esse mundo? Não só para as meninas mas também para os meninos que se sentem no direito de criticar o corpo feminino e achar isso normal.


Porque o elogio também é uma forma de transformação. Seus filhos aprendem gentileza com vocês e é assim que, futuramente, vão saber viver relações gentis. As críticas que viralizam não servirão em nada pra criar seres humanos melhores e nem ajudam a sociedade a entender que os corpos das meninas não pertencem aos homens.


Espero que os likes preencham a alma dessas pessoas e façam valer a pena uma existência tão medíocre. Gastar uma vida diminuindo quem vive e envelhece com as mesmas dores que você é de uma pequenez de espírito sem tamanho.


[...]
Considere o período: "Um grupo de meninas unidas é o melhor antídoto contra qualquer dominação." A respeito da estrutura sintática da oração, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4360620 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A cafonice do Brasil


Muito se fala sobre etarismo, uma palavra que até pouco tempo ninguém sabia que existia. Em alguns países orientais os mais velhos são reverenciados como pessoas sábias. Mas no Brasil não importa quanto sucesso você fez ou o quanto contribuiu com algo: quando chega numa certa idade todo mundo tem que seguir a cartilha do envelhecer. Especialmente se você é mulher. Caso não siga a cartilha, ou seja, não atenda às expectativas impostas pela sociedade de envelhecer dentro dos padrões da moralidade, se prepare pra zerar o dicionário de xingamentos machistas e misóginos.


O que se viu nesses últimos dias, com tantos julgamentos sobre o corpo e as roupas da Xuxa em seu show "O Último Voo da Nave", diz muito sobre nós. Digo "nós" porque boa parte dessa cartilha e fiscalização muitas vezes vem das próprias mulheres. Das que se escondem nos comentários até as ditas "influencers da moral" que fingem um discurso de crítica social só pra lacrar e ganhar likes em cima das atitudes de outras mulheres. A internet virou um refúgio de gente frustrada que arrumou um lugar pra destilar ódio disfarçado de opinião, usando o moralismo e a política pra angariar pessoas igualmente frustradas e desinformadas.


Mulheres reféns dos padrões, com seus procedimentos e magreza extrema, que se acham revolucionárias por julgarem corpos alheios. A verdadeira cafonice do Brasil. E o mais triste: ver outras mulheres curtindo, comentando e se sentindo importantes porque alguém destilou todo o preconceito que elas não tiveram coragem de mostrar.


Enquanto isso, nas escolas, meninas seguem fazendo bullying com as outras, os pais permanecem omissos e os educadores seguem preocupados com a relação violenta entre elas. Tenho uma filha adolescente e vejo claramente como a rivalidade feminina começa cedo. Comentários maldosos sobre os corpos das outras, adjetivos num tom pejorativo, exclusão de grupos, falta de empatia e dificuldade de aceitar quem é diferente. Muitas vezes com meninos incentivando tudo de camarote. Já falei pra minha filha que, cada vez que as meninas brigam entre si, os meninos se sentem mais à vontade pra julgá-las. Um grupo de meninas unidas é o melhor antídoto contra qualquer dominação.


Feminicídio, voto feminino sendo ameaçado, crianças sendo abusadas, violência doméstica e vocês, caras amigas, gastam tempo e voz falando do corpo de outra mulher?


Xuxa lotou, aos 63 anos, um estádio por duas noites com pessoas 40+ relembrando uma época e a própria história. Era uma comemoração. E o olhar pro deslize foi o que ficou? Que olhar adoentado é esse, caras amigas, que ignora uma superprodução e foca na virilha de alguém que resolveu envelhecer celebrando a vida? O que isso traz de bom pra alguém? Qual o exemplo que vocês querem deixar pra esse mundo? Não só para as meninas mas também para os meninos que se sentem no direito de criticar o corpo feminino e achar isso normal.


Porque o elogio também é uma forma de transformação. Seus filhos aprendem gentileza com vocês e é assim que, futuramente, vão saber viver relações gentis. As críticas que viralizam não servirão em nada pra criar seres humanos melhores e nem ajudam a sociedade a entender que os corpos das meninas não pertencem aos homens.


Espero que os likes preencham a alma dessas pessoas e façam valer a pena uma existência tão medíocre. Gastar uma vida diminuindo quem vive e envelhece com as mesmas dores que você é de uma pequenez de espírito sem tamanho.


[...]
"Espero que os likes preencham a alma dessas pessoas e façam valer a pena uma existência tão medíocre." No contexto em que foi empregada, a palavra "medíocre" expressa a ideia de uma existência:
Alternativas
Q4360619 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A cafonice do Brasil


Muito se fala sobre etarismo, uma palavra que até pouco tempo ninguém sabia que existia. Em alguns países orientais os mais velhos são reverenciados como pessoas sábias. Mas no Brasil não importa quanto sucesso você fez ou o quanto contribuiu com algo: quando chega numa certa idade todo mundo tem que seguir a cartilha do envelhecer. Especialmente se você é mulher. Caso não siga a cartilha, ou seja, não atenda às expectativas impostas pela sociedade de envelhecer dentro dos padrões da moralidade, se prepare pra zerar o dicionário de xingamentos machistas e misóginos.


O que se viu nesses últimos dias, com tantos julgamentos sobre o corpo e as roupas da Xuxa em seu show "O Último Voo da Nave", diz muito sobre nós. Digo "nós" porque boa parte dessa cartilha e fiscalização muitas vezes vem das próprias mulheres. Das que se escondem nos comentários até as ditas "influencers da moral" que fingem um discurso de crítica social só pra lacrar e ganhar likes em cima das atitudes de outras mulheres. A internet virou um refúgio de gente frustrada que arrumou um lugar pra destilar ódio disfarçado de opinião, usando o moralismo e a política pra angariar pessoas igualmente frustradas e desinformadas.


Mulheres reféns dos padrões, com seus procedimentos e magreza extrema, que se acham revolucionárias por julgarem corpos alheios. A verdadeira cafonice do Brasil. E o mais triste: ver outras mulheres curtindo, comentando e se sentindo importantes porque alguém destilou todo o preconceito que elas não tiveram coragem de mostrar.


Enquanto isso, nas escolas, meninas seguem fazendo bullying com as outras, os pais permanecem omissos e os educadores seguem preocupados com a relação violenta entre elas. Tenho uma filha adolescente e vejo claramente como a rivalidade feminina começa cedo. Comentários maldosos sobre os corpos das outras, adjetivos num tom pejorativo, exclusão de grupos, falta de empatia e dificuldade de aceitar quem é diferente. Muitas vezes com meninos incentivando tudo de camarote. Já falei pra minha filha que, cada vez que as meninas brigam entre si, os meninos se sentem mais à vontade pra julgá-las. Um grupo de meninas unidas é o melhor antídoto contra qualquer dominação.


Feminicídio, voto feminino sendo ameaçado, crianças sendo abusadas, violência doméstica e vocês, caras amigas, gastam tempo e voz falando do corpo de outra mulher?


Xuxa lotou, aos 63 anos, um estádio por duas noites com pessoas 40+ relembrando uma época e a própria história. Era uma comemoração. E o olhar pro deslize foi o que ficou? Que olhar adoentado é esse, caras amigas, que ignora uma superprodução e foca na virilha de alguém que resolveu envelhecer celebrando a vida? O que isso traz de bom pra alguém? Qual o exemplo que vocês querem deixar pra esse mundo? Não só para as meninas mas também para os meninos que se sentem no direito de criticar o corpo feminino e achar isso normal.


Porque o elogio também é uma forma de transformação. Seus filhos aprendem gentileza com vocês e é assim que, futuramente, vão saber viver relações gentis. As críticas que viralizam não servirão em nada pra criar seres humanos melhores e nem ajudam a sociedade a entender que os corpos das meninas não pertencem aos homens.


Espero que os likes preencham a alma dessas pessoas e façam valer a pena uma existência tão medíocre. Gastar uma vida diminuindo quem vive e envelhece com as mesmas dores que você é de uma pequenez de espírito sem tamanho.


[...]
"A internet virou um refúgio de gente frustrada que arrumou um lugar pra destilar ódio disfarçado de opinião...", a palavra "refúgio", empregada nesse contexto, apresenta sentido:
Alternativas
Q4360618 Português
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A cafonice do Brasil


Muito se fala sobre etarismo, uma palavra que até pouco tempo ninguém sabia que existia. Em alguns países orientais os mais velhos são reverenciados como pessoas sábias. Mas no Brasil não importa quanto sucesso você fez ou o quanto contribuiu com algo: quando chega numa certa idade todo mundo tem que seguir a cartilha do envelhecer. Especialmente se você é mulher. Caso não siga a cartilha, ou seja, não atenda às expectativas impostas pela sociedade de envelhecer dentro dos padrões da moralidade, se prepare pra zerar o dicionário de xingamentos machistas e misóginos.


O que se viu nesses últimos dias, com tantos julgamentos sobre o corpo e as roupas da Xuxa em seu show "O Último Voo da Nave", diz muito sobre nós. Digo "nós" porque boa parte dessa cartilha e fiscalização muitas vezes vem das próprias mulheres. Das que se escondem nos comentários até as ditas "influencers da moral" que fingem um discurso de crítica social só pra lacrar e ganhar likes em cima das atitudes de outras mulheres. A internet virou um refúgio de gente frustrada que arrumou um lugar pra destilar ódio disfarçado de opinião, usando o moralismo e a política pra angariar pessoas igualmente frustradas e desinformadas.


Mulheres reféns dos padrões, com seus procedimentos e magreza extrema, que se acham revolucionárias por julgarem corpos alheios. A verdadeira cafonice do Brasil. E o mais triste: ver outras mulheres curtindo, comentando e se sentindo importantes porque alguém destilou todo o preconceito que elas não tiveram coragem de mostrar.


Enquanto isso, nas escolas, meninas seguem fazendo bullying com as outras, os pais permanecem omissos e os educadores seguem preocupados com a relação violenta entre elas. Tenho uma filha adolescente e vejo claramente como a rivalidade feminina começa cedo. Comentários maldosos sobre os corpos das outras, adjetivos num tom pejorativo, exclusão de grupos, falta de empatia e dificuldade de aceitar quem é diferente. Muitas vezes com meninos incentivando tudo de camarote. Já falei pra minha filha que, cada vez que as meninas brigam entre si, os meninos se sentem mais à vontade pra julgá-las. Um grupo de meninas unidas é o melhor antídoto contra qualquer dominação.


Feminicídio, voto feminino sendo ameaçado, crianças sendo abusadas, violência doméstica e vocês, caras amigas, gastam tempo e voz falando do corpo de outra mulher?


Xuxa lotou, aos 63 anos, um estádio por duas noites com pessoas 40+ relembrando uma época e a própria história. Era uma comemoração. E o olhar pro deslize foi o que ficou? Que olhar adoentado é esse, caras amigas, que ignora uma superprodução e foca na virilha de alguém que resolveu envelhecer celebrando a vida? O que isso traz de bom pra alguém? Qual o exemplo que vocês querem deixar pra esse mundo? Não só para as meninas mas também para os meninos que se sentem no direito de criticar o corpo feminino e achar isso normal.


Porque o elogio também é uma forma de transformação. Seus filhos aprendem gentileza com vocês e é assim que, futuramente, vão saber viver relações gentis. As críticas que viralizam não servirão em nada pra criar seres humanos melhores e nem ajudam a sociedade a entender que os corpos das meninas não pertencem aos homens.


Espero que os likes preencham a alma dessas pessoas e façam valer a pena uma existência tão medíocre. Gastar uma vida diminuindo quem vive e envelhece com as mesmas dores que você é de uma pequenez de espírito sem tamanho.


[...]
"As críticas que viralizam não servirão em nada pra criar seres humanos melhores e nem ajudam a sociedade a entender que os corpos das meninas não pertencem aos homens."

A palavra "que", em "As críticas que viralizam", exerce função de:
Alternativas
Q4360617 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A cafonice do Brasil


Muito se fala sobre etarismo, uma palavra que até pouco tempo ninguém sabia que existia. Em alguns países orientais os mais velhos são reverenciados como pessoas sábias. Mas no Brasil não importa quanto sucesso você fez ou o quanto contribuiu com algo: quando chega numa certa idade todo mundo tem que seguir a cartilha do envelhecer. Especialmente se você é mulher. Caso não siga a cartilha, ou seja, não atenda às expectativas impostas pela sociedade de envelhecer dentro dos padrões da moralidade, se prepare pra zerar o dicionário de xingamentos machistas e misóginos.


O que se viu nesses últimos dias, com tantos julgamentos sobre o corpo e as roupas da Xuxa em seu show "O Último Voo da Nave", diz muito sobre nós. Digo "nós" porque boa parte dessa cartilha e fiscalização muitas vezes vem das próprias mulheres. Das que se escondem nos comentários até as ditas "influencers da moral" que fingem um discurso de crítica social só pra lacrar e ganhar likes em cima das atitudes de outras mulheres. A internet virou um refúgio de gente frustrada que arrumou um lugar pra destilar ódio disfarçado de opinião, usando o moralismo e a política pra angariar pessoas igualmente frustradas e desinformadas.


Mulheres reféns dos padrões, com seus procedimentos e magreza extrema, que se acham revolucionárias por julgarem corpos alheios. A verdadeira cafonice do Brasil. E o mais triste: ver outras mulheres curtindo, comentando e se sentindo importantes porque alguém destilou todo o preconceito que elas não tiveram coragem de mostrar.


Enquanto isso, nas escolas, meninas seguem fazendo bullying com as outras, os pais permanecem omissos e os educadores seguem preocupados com a relação violenta entre elas. Tenho uma filha adolescente e vejo claramente como a rivalidade feminina começa cedo. Comentários maldosos sobre os corpos das outras, adjetivos num tom pejorativo, exclusão de grupos, falta de empatia e dificuldade de aceitar quem é diferente. Muitas vezes com meninos incentivando tudo de camarote. Já falei pra minha filha que, cada vez que as meninas brigam entre si, os meninos se sentem mais à vontade pra julgá-las. Um grupo de meninas unidas é o melhor antídoto contra qualquer dominação.


Feminicídio, voto feminino sendo ameaçado, crianças sendo abusadas, violência doméstica e vocês, caras amigas, gastam tempo e voz falando do corpo de outra mulher?


Xuxa lotou, aos 63 anos, um estádio por duas noites com pessoas 40+ relembrando uma época e a própria história. Era uma comemoração. E o olhar pro deslize foi o que ficou? Que olhar adoentado é esse, caras amigas, que ignora uma superprodução e foca na virilha de alguém que resolveu envelhecer celebrando a vida? O que isso traz de bom pra alguém? Qual o exemplo que vocês querem deixar pra esse mundo? Não só para as meninas mas também para os meninos que se sentem no direito de criticar o corpo feminino e achar isso normal.


Porque o elogio também é uma forma de transformação. Seus filhos aprendem gentileza com vocês e é assim que, futuramente, vão saber viver relações gentis. As críticas que viralizam não servirão em nada pra criar seres humanos melhores e nem ajudam a sociedade a entender que os corpos das meninas não pertencem aos homens.


Espero que os likes preencham a alma dessas pessoas e façam valer a pena uma existência tão medíocre. Gastar uma vida diminuindo quem vive e envelhece com as mesmas dores que você é de uma pequenez de espírito sem tamanho.


[...]
Sobre o texto, julgue verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência CORRETA.

(__) Predomina no texto a tipologia argumentativa, uma vez que a autora apresenta uma tese, desenvolve argumentos e utiliza exemplos para defender seu posicionamento.
(__) O texto pode ser caracterizado como predominantemente injuntivo, pois sua finalidade principal é orientar o leitor sobre procedimentos que devem ser adotados diante da violência contra as mulheres.
(__) A presença de marcas de primeira pessoa, como em "Tenho uma filha adolescente e vejo claramente", evidencia o envolvimento da autora com o tema e contribui para a construção de sua argumentação.
(__) O texto apresenta exclusivamente informações objetivas e impessoais, sem marcas de posicionamento da autora.
Alternativas
Q4360616 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A cafonice do Brasil


Muito se fala sobre etarismo, uma palavra que até pouco tempo ninguém sabia que existia. Em alguns países orientais os mais velhos são reverenciados como pessoas sábias. Mas no Brasil não importa quanto sucesso você fez ou o quanto contribuiu com algo: quando chega numa certa idade todo mundo tem que seguir a cartilha do envelhecer. Especialmente se você é mulher. Caso não siga a cartilha, ou seja, não atenda às expectativas impostas pela sociedade de envelhecer dentro dos padrões da moralidade, se prepare pra zerar o dicionário de xingamentos machistas e misóginos.


O que se viu nesses últimos dias, com tantos julgamentos sobre o corpo e as roupas da Xuxa em seu show "O Último Voo da Nave", diz muito sobre nós. Digo "nós" porque boa parte dessa cartilha e fiscalização muitas vezes vem das próprias mulheres. Das que se escondem nos comentários até as ditas "influencers da moral" que fingem um discurso de crítica social só pra lacrar e ganhar likes em cima das atitudes de outras mulheres. A internet virou um refúgio de gente frustrada que arrumou um lugar pra destilar ódio disfarçado de opinião, usando o moralismo e a política pra angariar pessoas igualmente frustradas e desinformadas.


Mulheres reféns dos padrões, com seus procedimentos e magreza extrema, que se acham revolucionárias por julgarem corpos alheios. A verdadeira cafonice do Brasil. E o mais triste: ver outras mulheres curtindo, comentando e se sentindo importantes porque alguém destilou todo o preconceito que elas não tiveram coragem de mostrar.


Enquanto isso, nas escolas, meninas seguem fazendo bullying com as outras, os pais permanecem omissos e os educadores seguem preocupados com a relação violenta entre elas. Tenho uma filha adolescente e vejo claramente como a rivalidade feminina começa cedo. Comentários maldosos sobre os corpos das outras, adjetivos num tom pejorativo, exclusão de grupos, falta de empatia e dificuldade de aceitar quem é diferente. Muitas vezes com meninos incentivando tudo de camarote. Já falei pra minha filha que, cada vez que as meninas brigam entre si, os meninos se sentem mais à vontade pra julgá-las. Um grupo de meninas unidas é o melhor antídoto contra qualquer dominação.


Feminicídio, voto feminino sendo ameaçado, crianças sendo abusadas, violência doméstica e vocês, caras amigas, gastam tempo e voz falando do corpo de outra mulher?


Xuxa lotou, aos 63 anos, um estádio por duas noites com pessoas 40+ relembrando uma época e a própria história. Era uma comemoração. E o olhar pro deslize foi o que ficou? Que olhar adoentado é esse, caras amigas, que ignora uma superprodução e foca na virilha de alguém que resolveu envelhecer celebrando a vida? O que isso traz de bom pra alguém? Qual o exemplo que vocês querem deixar pra esse mundo? Não só para as meninas mas também para os meninos que se sentem no direito de criticar o corpo feminino e achar isso normal.


Porque o elogio também é uma forma de transformação. Seus filhos aprendem gentileza com vocês e é assim que, futuramente, vão saber viver relações gentis. As críticas que viralizam não servirão em nada pra criar seres humanos melhores e nem ajudam a sociedade a entender que os corpos das meninas não pertencem aos homens.


Espero que os likes preencham a alma dessas pessoas e façam valer a pena uma existência tão medíocre. Gastar uma vida diminuindo quem vive e envelhece com as mesmas dores que você é de uma pequenez de espírito sem tamanho.


[...]
A respeito do ponto de vista defendido pela autora, analise as assertivas a seguir.

I. A autora considera que a crítica ao corpo e às roupas de mulheres mais velhas pode reproduzir preconceitos relacionados ao gênero e à idade.
II. Para a autora, a popularização de críticas nas redes sociais representa, necessariamente, um avanço no debate sobre questões sociais pertinentes.
III. A autora estabelece uma relação entre a maneira como as mulheres tratam umas às outras e a aprendizagem de comportamentos sociais por parte das crianças.
IV. Ao mencionar problemas como feminicídio, violência doméstica e abuso infantil, a autora minimiza a discussão para questões que considera socialmente relevantes, que é cultuar as limitações do corpo feminino.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4360615 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A cafonice do Brasil


Muito se fala sobre etarismo, uma palavra que até pouco tempo ninguém sabia que existia. Em alguns países orientais os mais velhos são reverenciados como pessoas sábias. Mas no Brasil não importa quanto sucesso você fez ou o quanto contribuiu com algo: quando chega numa certa idade todo mundo tem que seguir a cartilha do envelhecer. Especialmente se você é mulher. Caso não siga a cartilha, ou seja, não atenda às expectativas impostas pela sociedade de envelhecer dentro dos padrões da moralidade, se prepare pra zerar o dicionário de xingamentos machistas e misóginos.


O que se viu nesses últimos dias, com tantos julgamentos sobre o corpo e as roupas da Xuxa em seu show "O Último Voo da Nave", diz muito sobre nós. Digo "nós" porque boa parte dessa cartilha e fiscalização muitas vezes vem das próprias mulheres. Das que se escondem nos comentários até as ditas "influencers da moral" que fingem um discurso de crítica social só pra lacrar e ganhar likes em cima das atitudes de outras mulheres. A internet virou um refúgio de gente frustrada que arrumou um lugar pra destilar ódio disfarçado de opinião, usando o moralismo e a política pra angariar pessoas igualmente frustradas e desinformadas.


Mulheres reféns dos padrões, com seus procedimentos e magreza extrema, que se acham revolucionárias por julgarem corpos alheios. A verdadeira cafonice do Brasil. E o mais triste: ver outras mulheres curtindo, comentando e se sentindo importantes porque alguém destilou todo o preconceito que elas não tiveram coragem de mostrar.


Enquanto isso, nas escolas, meninas seguem fazendo bullying com as outras, os pais permanecem omissos e os educadores seguem preocupados com a relação violenta entre elas. Tenho uma filha adolescente e vejo claramente como a rivalidade feminina começa cedo. Comentários maldosos sobre os corpos das outras, adjetivos num tom pejorativo, exclusão de grupos, falta de empatia e dificuldade de aceitar quem é diferente. Muitas vezes com meninos incentivando tudo de camarote. Já falei pra minha filha que, cada vez que as meninas brigam entre si, os meninos se sentem mais à vontade pra julgá-las. Um grupo de meninas unidas é o melhor antídoto contra qualquer dominação.


Feminicídio, voto feminino sendo ameaçado, crianças sendo abusadas, violência doméstica e vocês, caras amigas, gastam tempo e voz falando do corpo de outra mulher?


Xuxa lotou, aos 63 anos, um estádio por duas noites com pessoas 40+ relembrando uma época e a própria história. Era uma comemoração. E o olhar pro deslize foi o que ficou? Que olhar adoentado é esse, caras amigas, que ignora uma superprodução e foca na virilha de alguém que resolveu envelhecer celebrando a vida? O que isso traz de bom pra alguém? Qual o exemplo que vocês querem deixar pra esse mundo? Não só para as meninas mas também para os meninos que se sentem no direito de criticar o corpo feminino e achar isso normal.


Porque o elogio também é uma forma de transformação. Seus filhos aprendem gentileza com vocês e é assim que, futuramente, vão saber viver relações gentis. As críticas que viralizam não servirão em nada pra criar seres humanos melhores e nem ajudam a sociedade a entender que os corpos das meninas não pertencem aos homens.


Espero que os likes preencham a alma dessas pessoas e façam valer a pena uma existência tão medíocre. Gastar uma vida diminuindo quem vive e envelhece com as mesmas dores que você é de uma pequenez de espírito sem tamanho.


[...]
Considerando o conteúdo global do texto, analise as assertivas a seguir.

I. O texto critica a imposição de padrões sociais relacionados ao envelhecimento, especialmente quando dirigida às mulheres.
II. A autora assegura que a rivalidade feminina é idealizada exclusivamente no ambiente escolar, sem relação com comportamentos observados na sociedade.
III. Ao mencionar os julgamentos dirigidos a Xuxa, a autora utiliza um caso específico para questionar práticas de fiscalização e julgamento do corpo feminino.
IV. O texto defende que elogios e atitudes de gentileza podem contribuir para a formação de relações mais respeitosas.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4360614 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, a garantia dos direitos de crianças e adolescentes fundamenta-se na doutrina da:
Alternativas
Q4360613 Psicologia
A história da Psicologia científica é marcada pela coexistência de diferentes matrizes teóricas e metodológicas. Sob o ponto de vista epistemológico, essa pluralidade revela que, na Psicologia, a:
Alternativas
Q4360612 Estatuto da Pessoa Idosa - Lei nº 10.741 de 2003
Segundo as disposições do Estatuto da Pessoa Idosa (Lei n.º 10.741/2003), assegurar a efetivação dos direitos fundamentais da pessoa idosa é atribuída ao(à): 
Alternativas
Q4360611 Pedagogia
Uma criança consegue resolver determinada tarefa quando recebe perguntas orientadoras de um adulto, mas ainda não consegue realizá-la sozinha. À medida que domina a atividade, a ajuda deixa de ser necessária. Na perspectiva histórico-cultural, essa situação evidencia a: 
Alternativas
Q4360610 Psicologia
Em um experimento ou situação grupal, um participante altera publicamente seu posicionamento ao perceber que os demais membros sustentam uma opinião divergente, embora mantenha intimamente sua convicção inicial. Na Psicologia Social, esse comportamento é denominado: 
Alternativas
Q4360609 Psicologia
Nos termos da Lei n.º 10.216/2001 (Lei da Reforma Psiquiátrica), a internação psiquiátrica em qualquer de suas modalidades só será indicada quando: 
Alternativas
Q4360608 Psiquiatria
De acordo com o DSM-5-TR, a determinação dos níveis de gravidade da Deficiência Intelectual fundamenta-se no(a): 
Alternativas
Q4360607 Psicologia
Durante uma entrevista, um participante relata perceber que pessoas ao seu redor trocam olhares e comentários e passa a interpretar gestos banais do cotidiano e conversas alheias como particularmente relacionados à sua própria pessoa. Esse fenômeno caracteriza
Alternativas
Q4360606 Psicologia
A emergência do Behaviorismo, na primeira metade do século XX, redefiniu o objeto e o método da Psicologia. Na formulação original de John B. Watson, essa redefinição implicava priorizar a(o): 
Alternativas
Q4360605 Psicologia
A fundação do laboratório de Psicologia Experimental por Wilhelm Wundt, em Leipzig, em 1879, é considerada um marco da constituição da Psicologia como ciência autônoma. Esse evento contribuiu, principalmente, para: 
Alternativas
Q4360419 Enfermagem
Durante o preparo e a administração de um medicamento prescrito pela via intramuscular, o técnico de enfermagem deve observar os princípios da técnica adequada para garantir que o fármaco seja depositado no tecido muscular e reduzir o risco de complicações relacionadas à administração. Após selecionar o local apropriado e realizar a antissepsia da pele, o profissional posiciona a agulha para sua introdução. Considerando a técnica convencional de administração de medicamentos pela via intramuscular, o ângulo de inserção da agulha em relação à superfície da pele deve ser de: 
Alternativas
Q4360418 Enfermagem
Durante a assistência de enfermagem em uma unidade hospitalar, o técnico de enfermagem identifica, durante a conferência antes da administração, que o medicamento preparado é diferente daquele prescrito. O erro é identificado imediatamente, antes que o medicamento seja administrado ao paciente, sendo realizada a correção da situação sem que o paciente sofra qualquer dano decorrente do ocorrido. Considerando as definições estabelecidas pela RDC nº 36/2013, da Agência Nacional de  Vigilância Sanitária (Anvisa), esse acontecimento é classificado como:
Alternativas
Q4360417 Enfermagem
Durante uma consulta de acompanhamento em uma unidade de saúde, um paciente diagnosticado com tuberculose pulmonar relata ao técnico de enfermagem que, após algumas semanas de tratamento, apresentou melhora significativa da tosse e do estado geral. Por esse motivo, afirma que pretende suspender os medicamentos antes do período estabelecido pela equipe de saúde. Diante dessa situação, considerando as orientações preconizadas para o tratamento da tuberculose, qual deve ser a orientação do técnico de enfermagem: 
Alternativas
Respostas
10181: D
10182: A
10183: E
10184: D
10185: C
10186: A
10187: A
10188: D
10189: B
10190: C
10191: B
10192: A
10193: C
10194: B
10195: C
10196: A
10197: B
10198: E
10199: B
10200: C