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Para prefeitura
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Texto I:
PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil
Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.
Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos
O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.
A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.
A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.
A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.
As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.
Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.
“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.
[...]
Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.
Texto I:
PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil
Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.
O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.
Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.
Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos
O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.
“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.
A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.
A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.
A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.
As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.
Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.
“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.
[...]
Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.
Sobre o uso de “Apesar de”, analise as assertivas a seguir.
I- Apresenta uma informação que poderia suscitar uma expectativa de melhora generalizada das condições de trabalho, contrariada por informação subsequente. II- Contribui para a progressão temática do texto. III- Poderia ser substituída por “uma vez que”, sem alteração significativa de sentido.
É CORRETO o que se afirma em:
Com base nas normas de Biossegurança e Controle de Infecção Hospitalar, analise as assertivas abaixo.
I- O uso da máscara cirúrgica pelo profissional foi adequado, visto que a Meningite Meningocócica exige precaução para gotículas, não sendo necessária a proteção para aerossóis em nenhuma das patologias citadas.
II- No caso da Varicela, além da precaução de contato, é indispensável a precaução para aerossóis (uso de máscara N95/PFF2), visto que o vírus pode permanecer suspenso no ar por longos períodos.
III- O profissional falhou na escolha dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), pois, para o manejo de pacientes com Varicela, a máscara PFF2 é obrigatória devido ao risco de transmissão aérea, e o avental deveria garantir a cobertura total dos membros superiores.
IV- Em situações de isolamento por aerossóis, a higienização das mãos deve ser realizada apenas após a retirada da máscara N95, que deve ser o primeiro EPI a ser removido ainda dentro do quarto do paciente.
V- O contato direto da secreção vesicular com a pele íntegra do profissional configura uma falha na barreira de precaução de contato, reforçando a necessidade de aventais impermeáveis ou de gramatura adequada com mangas longas e punho elástico em procedimentos com risco de agitação ou desprendimento de fluidos.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Com base nos princípios neurofisiológicos e na aplicação dessas abordagens no manejo do tônus e do movimento para o caso descrito, analise as assertivas a seguir.
I- Na aplicação da FNP para o fortalecimento de extensores de quadril, o terapeuta pode utilizar o princípio da irradiação motora ao aplicar uma resistência manual terapêutica na extensão de tronco ou nos extensores do membro superior contralateral, promovendo a somação espacial de estímulos proprioceptivos para facilitar o recrutamento dos músculos fracos do membro inferior afetado.
II- No Treinamento Orientado à Tarefa (TOT), voltado para a locomoção, as atividades propostas devem focar na resolução de problemas motores reais em ambientes variados, estimulando a neuroplasticidade dependente do uso por meio da prática repetitiva e significativa, sem que o foco principal seja o padrão de movimento isolado ou normalizado.
III- A Terapia de Restrição e Indução do Movimento (TRIM) é indicada para o membro superior direito desse paciente, consistindo na restrição do membro superior esquerdo por meio de gesso ou órtese de posicionamento estática de uso noturno, associada ao treino passivo e de baixa intensidade do membro afetado durante o dia.
IV- O manejo da hipertonia elástica dos plantiflexores, utilizando as técnicas de FNP, deve priorizar a contração isométrica vigorosa de intensidade máxima desses mesmos músculos (agonistas), visando ativar os órgãos tendinosos de Golgi para inibir imediatamente o tônus por meio do mecanismo de inervação recíproca.
V- Para o controle do tônus postural, o Treinamento Orientado à Tarefa (TOT) e à TRIM devem ser aplicados de forma estritamente isolada e em ambientes laboratoriais controlados, pois os estímulos e as variações do ambiente natural da criança geram ruído sináptico que impede a consolidação da memória motora na paralisia cerebral.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Considere a fisiopatologia da Doença de Parkinson e o conjunto de manifestações clínicas descritas no caso para assinalar a alternativa CORRETA.
I- A hipersonoridade à percussão e a redução global do FTV justificam-se pelo aprisionamento de ar e consequente hiperinsuflação pulmonar, o que reduz a densidade do parênquima e dissipa a propagação das vibrações vocais até a parede torácica.
II- A adoção da postura de tripé e o uso da musculatura acessória evidenciam uma desvantagem mecânica do diafragma (decorrente do achatamento pela hiperinsuflação), necessitando de auxílio muscular para otimizar os volumes inspiratórios.
III- Os sibilos expiratórios detectados na ausculta pulmonar são ruídos adventícios contínuos que indicam o preenchimento alveolar por secreção fluida, gerando turbulência durante a fase inspiratória do ciclo respiratório.
IV- A respiração frenolábial (com lábios semicerrados) é uma estratégia disfuncional que deve ser desestimulada pelo fisioterapeuta, pois aumenta a pressão intratorácica e colapsa precocemente as vias aéreas de pequeno calibre.
V- A redução da expansibilidade em bases pulmonares reflete a limitação da excursão diafragmática, uma vez que o músculo já se encontra previamente rebaixado e encurtado devido ao aumento do volume residual.
É CORRETO o que se afirma em:
Considerando o quadro clínico, o diagnóstico cinético-funcional e as diretrizes de segurança para manejo de drenos pleurais, assinale a alternativa que apresenta a conduta fisioterapêutica mais adequada.
Considerando as alterações clínicas e neurofuncionais apresentadas, pode-se afirmar que a conduta fisioterapêutica e o achado semiológico mais apropriado ao caso, são:
Diante das informações apresentadas e da estruturação do Sistema CBDF, é CORRETO afirmar que:
Considerando as etapas do processo de atendimento descritas no enunciado, o ato de verificar a evolução do quadro comparativamente ao estado inicial e a estruturação das metas e condutas para atingir o objetivo da alta correspondem, respectivamente, a quais etapas?
Com base na RESOLUÇÃO-COFFITO Nº 619, de 28 de maio de 2025 (Artigos 2º, 3º e 4º), é CORRETO afirmar que:
Com base na Resolução nº 610, de 26 de fevereiro de 2025, que dispõe sobre a Primeira Atualização da Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF-1), é CORRETO afirmar:
Considerando o Código de Ética e Deontologia da Fisioterapia (Resolução COFFITO nº 424/2013, com as alterações vigentes), analise quais infrações éticas estão caracterizadas pelas condutas do profissional descritas no caso exposto.
I- Divulgar e prometer terapia infalível ou cuja eficácia não seja comprovada.
II- Divulgar, para fins de autopromoção, imagem em razão de serviço profissional prestado, sem que haja autorização expressa, válida e legítima do cliente/paciente ou de seu responsável legal.
III- Desrespeitar compromissos contratuais firmados com entidades prestadoras de serviços de assistência à saúde.
IV- Prescrever a suspensão de medicamentos de forma a desautorizar o diagnóstico nosológico do médico assistente.
V- Deixar de cobrar honorários por assistência prestada à colega ou pessoa que viva sob a dependência econômica deste.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Recorrer à judicialização da saúde é dever do Estado para garantir o acesso à recuperação quando há crise de Abastecimento de Medicamentos de Alto Custo. Isso ocorre quando o Sistema Único de Saúde (SUS) ou as farmácias estaduais não fornecem medicamentos essenciais.
II- O Estado exerce uma política social através da vacinação em massa, atuando diretamente na prevenção e na redução do risco de doença, eliminando ou controlando doenças como a poliomielite, o sarampo e a rubéola.
III- Não há comprometimento do acesso “universal e igualitário” quando pacientes aguardam meses ou até anos por procedimentos cirúrgicos, em “filas de espera” para cirurgias eletivas que não são de emergência, mas quando há falta de infraestrutura e de profissionais suficientes, gerando um gargalo que impede a “proteção e recuperação ”mencionadas no texto constitucional.
IV- Quando o Estado falha em fornecer saneamento básico em áreas periféricas, resultando em surtos de Dengue, Zika ou doenças gastrointestinais, ele está descumprindo o dever preventivo. A saúde, nesse caso, é afetada por uma falha de gestão urbana e ambiental (política econômica e social).
V- A dignidade do atendimento é parte integrante do acesso igualitário. Quando hospitais de referência operam rotineiramente acima da capacidade, com pacientes alocados em macas nos corredores, não há uma falha na promoção e proteção, mas, uma situação que reflete um subfinanciamento do sistema que impede que a estrutura física acompanhe a demanda demográfica da população.
É CORRETO o que se afirma apenas em: