Obtém-se versão correta das frases escritas a partir do text...
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.
Eu 2018
Ontem à noite, impelido pela desolação, me pus a refletir sobre os rumos da pátria, deixando-me levar pelas águas cristalinas que brotam do lamaçal da embriaguez, decidi me lançar candidato a presidente. A ideia ainda é nova, falta criar um programa de governo, mas já adianto aqui algumas propostas, nascidas do conluio quase sempre profícuo entre o lúpulo e a divagação.
Reforma tributária. É sabido que nossa engenharia tributária é velha, injusta e ineficiente. Desestimula a economia e encoraja a sonegação. Temos que pensar nos impostos com a cabeça no século 22, não no 19. Por isso minha primeira proposta é uma ideia roubada do brilhante pensador Daniel Bramatti: a taxação de selfies. Digamos, R$ 0,10 por selfie. Se houver pau de selfie envolvido, R$ 1. Foto de comida terá que pagar 5% do valor do prato mais os 10% do serviço.
Reforma previdenciária. Só um doido nega o rombo na Previdência. Temos cada vez menos filhos e a medicina nos conserva até o último centavo. Acontece que esse pequeno número de jovens tira muito mais selfie e foto de comida do que os seus avós, de modo que a minha reforma tributária já garante a aposentadoria de todo mundo, sem mexer em direitos (a não ser que você considere selfie um direito. Selfie não é direito. Selfie é errado).
Controle de fronteiras. É muita terra abandonada por onde entram armas e drogas. Minha proposta é cavar um fosso do Oiapoque ao Chuí, encher de água e transformar em pesque e pague. A construção do maior parque pesqueiro do mundo vai reativar as nossas combalidas empreiteiras, vai dificultar a entrada de armas e drogas e alegrar a vida do idoso, não só pelos quilos de lambaris pescados (com o dinheiro das selfies dos netos) como pelo sentimento de utilidade ao ver-se patrulheiro de nossas fronteiras.
Entrega Brasília pro Mauricio de Sousa fazer um parque da Mônica. Troca o hino nacional por “Aquarela do Brasil”. Coloca “Amor” antes de “Ordem e Progresso” na nossa bandeira. Acaba com a CBF. Arena volta a se chamar estádio. Jorge Benjor volta a se chamar Jorge Ben. Lanche volta a se chamar sanduíche. E a tomada volta a ter dois pinos. Chega de mamata! Vote Antonio Prata!
(Antonio Prata. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/ 2018/03/eu-2018.shtml. Acesso em 04.04.2018. Adaptado)
Obtém-se versão correta das frases escritas a partir do texto, quanto ao padrão de regência nominal e verbal, em:
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Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda regência nominal, regência verbal e uso da crase, elementos fundamentais da norma-padrão para evitar desvios gramaticais frequentemente cobrados em concursos.
Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B está correta porque respeita a regência do adjetivo "sujeitas", a regência do verbo "obedecer" e o emprego correto da crase:
- “sujeitas a obedecer”: Nunca ocorre crase diante de verbo no infinitivo. O adjetivo “sujeito(a)” exige a preposição “a”, e “obedecer” é verbo, logo, sem crase (Bechara).
- “obedecer às ordens”: O verbo “obedecer” é transitivo indireto, exige preposição “a”, e “ordens” pede artigo feminino plural “as” = regra de crase obrigatória (Cunha & Cintra).
- “imunes à falta”: O adjetivo “imune” exige preposição “a”, seguida de substantivo feminino (“a falta”) = crase correta.
Análise das alternativas incorretas:
- A e D: Erro de crase antes de verbo (à obedecer); “a” não se funde com verbo – crase proibida.
- C: Falta de crase em “imunes à falta” (deveria ser “à falta”, pois “falta” é nome feminino com artigo).
- E: Crase antes de verbo (“à obedecer”) – erro; “às ordens” e “à falta”, corretos, porém a primeira parte já inviabiliza a alternativa.
Regra de ouro para provas:
- Crase não ocorre antes de verbo no infinitivo: a obedecer, não à obedecer.
- Crase ocorre antes de substantivo feminino antecedido por “a”: às ordens, à falta.
- Verbo “obedecer” sempre pede preposição “a” e, quando seguido de nome feminino com artigo, a crase aparece.
Estratégias para evitar erros: Leia atentamente a palavra posterior à preposição "a". Se for verbo, sem crase. Se for nome feminino com artigo, utilize crase. Atenção a pegadinhas como “à obedecer” e “a falta” sem crase.
Referência: “A crase é a fusão da preposição ‘a’ com o artigo feminino ‘a(s)’. Não se deve usar crase antes de verbo ou de palavras masculinas.” (Bechara, Cunha & Cintra)
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Comentários
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Não há crase antes de verbo.
mel
Não há crase antes de verbo.
E quem obedece, obedece A alguém (aos pais)...
As crianças estão sujeitas a obedecer às ordens de seus pais
Em 17/11/24 às 16:21, você respondeu a opção C.!Você errou!
Em 20/11/24 às 16:20, você respondeu a opção C.!Você errou!
Em 24/12/24 às 15:23, você respondeu a opção C.!Você errou!
03/01/25 às 17:38, você respondeu a opção B.Você acertou!
Letra B ta certa por causa dessa parte "Os pais não estão imunes à falta de interesse" Imunes a quê? à falta. E esse DE é uma preposição. Por isso tem essa crase aí. Falta é feminino, pede artigo A.
A crase ocorre quando as preposições são acompanhadas por palavras femininas, tais como: à roda de, à beira de, à espera de, à vista de, à semelhança de.
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