O suporte nutricional é fundamental nos pacientes críticos ...
O suporte nutricional é fundamental nos pacientes críticos internados na UTI. Acerca desse assunto, assinale a opção correta.
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Tema central: O suporte nutricional em pacientes críticos internados na UTI visa atender demandas metabólicas e imunológicas aumentadas, influenciando diretamente o prognóstico.
Justificativa da alternativa correta (E):
A glutamina é considerada um imunonutriente condicionalmente essencial em situações de estresse metabólico, como a sepse. Nessas condições, há uma redução significativa dos seus níveis, comprometendo a integridade da barreira intestinal e o sistema imunológico. Conforme a Diretriz Brasileira de Terapia Nutricional no Paciente Grave (BRASPEN, 2018): “A glutamina é um aminoácido condicionalmente essencial em situações de estresse metabólico, como a sepse, devido à sua rápida depleção nesses estados. A suplementação de glutamina pode modular a resposta inflamatória e melhorar a função imunológica em pacientes sépticos.” Portanto, a alternativa E está de acordo com a evidência científica e com as diretrizes nacionais.
Análise das alternativas incorretas:
A – Incorreta. O uso de ácidos graxos, especialmente ômega-3, possui efeitos anti-inflamatórios e benefícios na resposta imunológica dos pacientes críticos, sendo recomendado em situações específicas conforme protocolos da BRASPEN.
B – Errada. A recomendação calórica para pacientes graves gira em torno de 20-30 kcal/kg/dia. Valores acima de 40 kcal/kg/dia são considerados excessivos e podem causar complicações metabólicas como hiperglicemia e sobrecarga hepática (BRASPEN, 2018).
C – Incorreta. A diarreia em pacientes críticos pode ter múltiplas causas: medicamentos, infecções ou própria condição crítica. Não se deve suspender a nutrição enteral automaticamente; é fundamental investigar a etiologia e corrigir possíveis fatores precipitantes.
D – Imprecisa. Em fístulas digestivas, a escolha da via de suporte nutricional depende da localização e do débito da fístula. Embora a nutrição via sonda pós-pilórica seja uma opção, não é a regra universal; ajuste individual é necessário considerando o caso clínico, conforme recomendações da literatura.
Estratégia para provas: Fique atento a termos como “essencial” e “drasticamente reduzidos”, pois refletem situações clínicas específicas em pacientes críticos. Identifique quais nutrientes têm relevância prática comprovada nas diretrizes e não se deixe levar por afirmações genéricas.
Resumo: O reconhecimento do papel da glutamina, sua depleção em estados de sepse e a indicação de suplementação é respaldado por ampla evidência (BRASPEN, UpToDate, Manual de Terapia Nutricional de McClave).
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