O quadro clínico geral das parasitoses intestinais, na gra...

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Q3616926 Medicina

O quadro clínico geral das parasitoses intestinais, na grande maioria dos casos, é oligossintomático ou assintomático, com sintomas inespecíficos, como diarreia, náuseas, vômitos, dor abdominal inespecífica, distensão abdominal, má absorção e desnutrição.



Entetanto, algumas vezes podem evoluir para complicações clínicas da parasitose que sugerem uma helmintíase em especial, como aquela causada pelo Ascaris lumbricoides, indicada na alternativa:

Alternativas

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Tema central: A questão aborda as complicações clínicas específicas das parasitoses intestinais em pediatria, com foco na ascaridíase – infecção por Ascaris lumbricoides – que pode evoluir para quadros graves quando há alta carga parasitária.

Alternativa Correta: A) Semioclusão ou oclusão intestinal.

Justificativa clínica: Segundo o “Guia de Bolso: Doenças Infecciosas e Parasitárias” do Ministério da Saúde, está registrado: “Quando há grande número de parasitas, pode ocorrer quadro de obstrução intestinal.” Isso ocorre porque, principalmente em crianças, o agrupamento dos vermes adultos no intestino delgado pode bloquear o trânsito intestinal, levando a sintomas como dor abdominal intensa, vômitos biliosos e distensão. Trata-se da complicação mais típica e grave relacionada à ascaridíase na prática pediátrica.

Análise das alternativas incorretas:

B) Anemia ferropriva por hematofagismo é característica de infecção por ancilostomídeos (Ancylostoma duodenale, Necator americanus), que se alimentam de sangue na mucosa intestinal – não ocorre na ascaridíase.

C) Migração para a genitália feminina e vaginite ocorrem com Enterobius vermicularis, o oxiúro, devido ao seu hábito migratório, especialmente em meninas.

D) Diarreia crônica, prolapso retal e anemia por sangue oculto estão associados à tricuríase (Trichuris trichiura), especialmente em infestações intensas na infância.

E) Hiperinfestação e infecções secundárias são manifestações típicas da estrongiloidíase (Strongyloides stercoralis), principalmente em imunocomprometidos.

Ponto-chave para provas: Fique atento às complicações clássicas de cada helminto. A obstrução intestinal em crianças sempre deve remeter à ascaridíase em contexto de alta parasitose.

Estratégia de leitura: Em questões sobre parasitoses, identifique no enunciado palavras-chave relacionadas a sinais graves (ex: oclusão intestinal, anemia ferropriva, hiperinfestação). O raciocínio deve ser guiado pela fisiopatologia de cada parasita e pelas recomendações das principais diretrizes nacionais: “Quando há grande número de parasitas, pode ocorrer quadro de obstrução intestinal.”

Resumo: A alternativa A é a correta pela associação direta com a fisiopatologia clássica da ascaridíase e está de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde e obras-padrão de Parasitologia Clínica.

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