O pós-operatório imediato dessa paciente deveria ser realiz...
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Tema central: Trata-se de uma questão sobre estratégia perioperatória em paciente com risco cardiovascular elevado submetido a cirurgia não cardíaca. O foco está em indicar o nível adequado de monitorização pós-operatória para pacientes com histórico de doença vascular cerebral, mesmo sem sintomas clínicos atuais.
Justificativa da alternativa correta (“Certo”):
Esta paciente é portadora de doença vascular aterosclerótica documentada (AVE prévio), condição que eleva substancialmente o risco de eventos cardiovasculares e neurológicos no perioperatório — independentemente de sintomas ou exames normais no momento.
Segundo a Diretriz de Avaliação Cardiovascular Perioperatória da SBC (2024), em pacientes com antecedentes como AVE ou doença coronariana importante, “o pós-operatório imediato deve ser preferencialmente em unidade semi-intensiva ou UTI, com monitorização contínua, mesmo na ausência de sintomas agudos” (item 8, página 38). O objetivo é o rastreamento precoce e a intervenção rápida em caso de instabilidade hemodinâmica, arritmias ou alterações neurológicas.
Além disso, a colectomia esquerda é cirurgia de risco intermediário a alto, exigindo vigilância aumentada conforme o consenso da ESA e das sociedades norte-americanas. Esse tipo de paciente apresenta risco de eventos até doze vezes maior que a população sem doença vascular estabelecida.
Análise da alternativa incorreta (“Errado”):
Se a alternativa fosse marcada como “Errado”, desconsideraria o elevado risco inerente à condição clínica da paciente. Não basta ausência de sintomas ou exames normais: diretrizes internacionais e nacionais recomendam a individualização baseada em risco global e histórico de doença aterosclerótica. O erro conceitual comum nesta situação é basear a decisão exclusivamente no quadro clínico atual, sem valorar antecedentes graves.
Técnica de prova: Atenção com pegadinhas que sugerem que exames normais ou ausência de sintomas anulam o risco perioperatório em paciente com doença vascular estabelecida. Valorize sempre o histórico patológico pregresso e siga protocolos nacionais e internacionais.
Em resumo: O correto é manter esta paciente sob monitorização em semi-intensiva/UTI no pós-operatório, conforme preconizam as diretrizes, considerando risco cardiovascular aumentado pela história de AVE.
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