Na etapa de palpação do exame do precórdio, seria esperado ...

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Q1673972 Medicina
Um paciente de 79 anos de idade comparece a consulta ambulatorial com queixa de dispneia, aos esforços impedindo as respectivas atividades habituais durante a hidroginástica, há seis meses. Ao exame físico, verificam-se FC = 90 bpm, FR = 18 irpm, SatO2 = 96 %, presença de sopro sistólico ejetivo em foco aórtico com irradiação para base do pescoço, sem alterações na ausculta respiratória, turgência jugular ou edema de membros inferiores. Apresenta apenas dislipidemia como história médica relevante e a radiografia de tórax não revela cardiomegalia ou alterações em campos pulmonares. O eletrocardiograma demonstra sobrecarga de câmaras esquerdas. É realizado um ecocardiograma, ainda sem o resultado oficial, mas o paciente é informado de que apresenta estenose aórtica.


Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.  
Na etapa de palpação do exame do precórdio, seria esperado um ictus cordis na linha axilar anterior esquerda no 5º espaço intercostal.
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda o exame físico cardiovascular, focando na anatomia e alterações do ictus cordis em pacientes com estenose aórtica. Saber posicionar corretamente o impulso apical é fundamental em clínica médica e frequentemente cobrado em provas de concursos na área de Medicina.

Análise do caso clínico: O paciente idoso apresenta sintomas típicos da estenose aórtica — dispneia aos esforços, sopro sistólico ejetivo em foco aórtico irradiando para o pescoço, além de eletroneuromiografia sugerindo sobrecarga de câmaras esquerdas. Não há sinais de insuficiência cardíaca congestiva (como turgência jugular ou edema), nem cardiomegalia radiológica.

Justificativa para a alternativa “Errado”: O ictus cordis normalmente é palpado no 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo, na linha médio-clavicular. Em condições com hipertrofia ventricular esquerda, especialmente degenerativas como a estenose aórtica, pode haver discreto deslocamento lateral do ictus — porém, raramente ultrapassa a linha hemiclavicular e quase nunca atinge a linha axilar anterior.

Segundo as II Diretrizes em Cardiogeriatria da SBC: “Características do ictus, grau de deslocamento… devem ser avaliados. Mesmo com hipertrofia, o ictus não se afasta exageradamente.” Portanto, a afirmação de que seria esperado o ictus no 5º espaço intercostal, linha axilar anterior esquerda, está incorreta.

Explicação fisiopatológica: A estenose aórtica provoca hipertrofia concêntrica do VE para vencer a sobrecarga pressórica. Diferente das miocardiopatias dilatadas, não há aumento significativo da cavidade, por isso o ictus pode ficar mais intenso (“sustentado”), mas seu deslocamento lateral é discreto ou, no máximo, atinge a linha hemiclavicular.

Pegadinha: Muitos candidatos são levados ao erro por associarem qualquer aumento de câmaras esquerdas a ictus na linha axilar anterior. Lembre-se: só nas cardiomegalias importantes ou na insuficiência cardíaca avançada o ictus sofre esse deslocamento acentuado. Observe sempre termos como “esperado” no enunciado!

Em resumo: A alternativa está ERRADA, pois na estenose aórtica típica não se espera palpação do ictus cordis tão lateralmente.

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Linha axilar média

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