Diante de casos que despertam emoções intensas no psicólogo...
I. O psicólogo deve necessariamente compartilhar suas próprias experiências pessoais relevantes para estabelecer uma conexão mais profunda com o cliente, promovendo empatia.
II. É ético para o psicólogo deixar que suas próprias emoções influenciem a abordagem terapêutica, uma vez que isso pode enriquecer a compreensão do caso.
III. O profissional deve reconhecer suas próprias reações emocionais, buscar supervisão e, se necessário, encaminhar o caso para outro profissional, garantindo a integridade do processo terapêutico.
IV. Diante de casos emocionalmente desafiadores, o psicólogo pode optar por se afastar temporariamente do atendimento para preservar sua saúde mental.
Gabarito comentado
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Alternativa correta: E – Apenas III e IV estão corretas.
Tema central: A questão aborda a conduta ética do psicólogo diante de situações que provocam emoções intensas. É um tema fundamental para concursos na área de Psicologia, pois envolve o autoconhecimento profissional, limites éticos e autocuidado – aspectos presentes no Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 010/2005).
Resumo teórico: Psicólogos devem zelar pelo bem-estar do cliente e pelo rigor técnico de sua atuação. Isso inclui reconhecer quando fatores emocionais próprios podem afetar a prática, buscando supervisão, apoio profissional ou, se necessário, encaminhar o caso para outro colega (CFP, Art. 2º, letras b e h, e Art. 1º, “respeitar o limite de sua atuação”). Além disso, cuidar da própria saúde mental é legítimo e também previsto em diretrizes de boas práticas.
Justificativa da alternativa correta (III e IV):
III – Reconhecer as próprias reações emocionais, buscar supervisão e encaminhar o caso se necessário é exatamente o preconizado pela ética profissional. Essa conduta demonstra responsabilidade com o processo terapêutico e com o cliente.
IV – O afastamento temporário para preservar a saúde mental é aceitável e está alinhado ao princípio do autocuidado, assegurando que o psicólogo só atue quando estiver em condições adequadas.
Análise das alternativas incorretas:
I – Compartilhar experiências pessoais não é conduta ética, pois pode invadir a relação profissional e comprometer a neutralidade terapêutica, podendo até ferir o princípio do respeito à intimidade do cliente (CFP, Art. 2º, letra f).
II – Deixar que emoções pessoais influenciem a abordagem não é ético. O psicólogo deve reconhecer suas emoções, mas jamais permitir que elas afetem negativamente o atendimento, pois isso pode comprometer a qualidade técnica do serviço.
Estratégia de prova: Em questões desse tipo, atente-se para palavras como “deve”, “necessariamente” e “pode”, pois indicam obrigações ou permissões que podem ser incompatíveis com a ética. Busque sempre o que preserva a segurança do cliente e o rigor técnico.
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