Caso: Adolescente de 15 anos, previamente hígido, refere in...
Considerando o quadro clínico-epidemiológico sugestivo de febre reumática aguda, o sopro cardíaco descrito corresponde, mais provavelmente, ao sopro de
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda febre reumática aguda em adolescente, enfatizando manifestações articulares e ausculta cardíaca. O ponto-chave está no reconhecimento do sopro cardíaco diastólico no foco mitral, associado ao quadro clínico da doença reumática.
Discernindo o sopro característico: Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Diagnóstico, Tratamento e Prevenção da Febre Reumática, “Três sopros são característicos do primeiro episódio e podem não representar disfunção valvar definitiva: sopro sistólico de regurgitação mitral, sopro diastólico de Carey Coombs e sopro diastólico de regurgitação aórtica.” O sopro de Carey Coombs corresponde a um sopro mesodiastólico, suave, de baixa frequência, mais audível no ápice (foco mitral), originado pela vibração do folheto mitral inflamado e espessado, comum na cardite reumática.
Justificando a alternativa correta (B - Carey Coombs):
- Este sopro diastólico mesocárdico reflete a inflamação aguda valvar mitral, típico nos episódios iniciais de febre reumática.
- O quadro descrito (adolescente, poliartrite migratória, histórico de faringoamigdalite, sopro diastólico suave no mitral) está nitidamente alinhado ao sopro de Carey Coombs.
Análise crítica das alternativas incorretas:
- A) Austin Flint: É um sopro diastólico apical associado à insuficiência aórtica importante, não relacionado ao contexto clássico de febre reumática aguda, mas sim à repercussão de volume do regurgitante na valva mitral.
- C) Evans: Não há registro nos principais tratados de um sopro cardíaco denominado “Evans”, não sendo reconhecido em associação à prática clínica de febre reumática.
- D) Jones: Refere-se aos critérios de Jones, utilizados para diagnóstico da febre reumática, e não a um sopro específico.
- E) Still: É um sopro inocente, típico em crianças saudáveis, com tonalidade vibratória/mesossistólica, não diastólica, e nunca associado à doença reumática.
Dicas de prova: Fique atento aos seguintes pontos:
- Nem todo sopro diastólico em jovens é patológico grave; contexto clínico é decisivo.
- Sopros identificados por nomes eponímicos devem ser associados à etiologia correta.
- Evite confundir critérios de diagnóstico (como Jones) com sinais auscultatórios.
Fundamentação: Conforme destacado nas diretrizes brasileiras e em manuais de referência como “Harrison’s Principles of Internal Medicine”, o sopro de Carey Coombs é clássico da cardite reumática aguda.
Resumo prático: Diante de adolescente com quadro articular típico e sopro diastólico no foco mitral após faringoamigdalite, pense em Carey Coombs! Essa associação cai com frequência em concursos.
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