As variáveis utilizadas para correta definição da Síndrome d...
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Tema central: A questão aborda a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SRIS), um conjunto de manifestações clínicas que indica uma resposta inflamatória generalizada do organismo a diferentes agressões, infecciosas ou não. Reconhecer seus critérios é fundamental na prática em terapia intensiva, pois a SRIS é o ponto de partida para o diagnóstico de condições graves, como sepse.
Justificativa para a alternativa correta (E):
A alternativa E apresenta dois critérios clássicos e obrigatórios para definir a SRIS: leucograma elevado ou deprimido para a idade (leucocitose > 12.000/mm³, leucopenia < 4.000/mm³ ou desvio à esquerda) e temperatura central alterada (> 38,5°C ou < 36°C). Segundo critérios reconhecidos internacionalmente (ex: ACCP/SCCM Consensus Conference), SRIS se caracteriza pela presença de ao menos dois dos seguintes: febre/hipotermia, taquicardia, taquipneia/PaCO₂ baixo, leucocitose, leucopenia ou desvio à esquerda.
O objetivo do uso desses critérios é identificar precocemente quadros de inflamação sistêmica. Como destacado no Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed., p. 785): “Os parâmetros cardinais são temperatura alterada, frequência cardíaca aumentada, frequência respiratória aumentada ou anormalidade no leucograma.”
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Disfunção cardiovascular e cultura positiva não são critérios para SRIS: disfunção orgânica é critério de sepse grave e cultura positiva sugere infecção, não inflamação sistêmica.
B) Leucograma alterado + radiografia de tórax (pneumonia) não definem SRIS. O diagnóstico requer alterações sistêmicas (não apenas localizadas) associadas à inflamação.
C) Temperatura alterada + disfunção cardiovascular também não compõem SRIS segundo os grandes protocolos. Disfunção orgânica indica uma progressão (sepse/septicemia) e não a síndrome de base.
D) Temperatura alterada + cultura positiva é equívoco muito comum, confundindo SRIS com infecção comprovada. A definição é clínica, baseada em sinais sistêmicos, e não depende de culturas.
Estratégia para provas: Ao ler questões sobre SRIS, busque dois critérios sistêmicos clássicos (temperatura/leucócitos/cardiorrespiratórios). Atenção: pegadinhas com cultura, disfunção orgânica ou exames de imagem!
Referência: “A SRIS caracteriza-se por alterações em temperatura, frequência cardíaca, frequência respiratória e leucócitos” (Ministério da Saúde, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Sepse em Adultos, 2015, p. 12).
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