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Q3057154 Medicina
Uma mulher de 60 anos de idade, aposentada, independente para atividades básicas e instrumentais de vida, queixa-se de astenia, fadiga, palidez, mal-estar há 2 meses. Há 2 semanas evoluiu com “dor nas pernas” e “manchas roxas no corpo”. Há 3 horas, febre contínua. No exame físico, detectaram-se sinais vitais dentro da normalidade (exceto por temperatura axilar de 38,9o C); palidez cutaneomucosa; púrpuras não palpáveis disseminadas predominantes em membros. Apresenta o seguinte hemograma: Hemoglobina 10,4 g/dL; hematócrito 31,5%; VCM 95,2 fL; HCM 31,4 pg; RDW 21,1%; Eritroblastos: 2,5%; anisocitose ++; plaquetas 25.000/mm3 ; leucócitos 3.490/mm3 , neutrófilos 490/mm3 , bastonetes 0/mm3 , segmentados 490/mm3 , eosinófilos 60/mm3 , basófilos 0/mm3 , linfócitos 2.046/mm3 , monócitos 60/mm3 ; outras células: 23,9% (células com alta relação núcleo/citoplasma, cromatina frouxa e presença de nucléolos visíveis bem como de múltiplos grânulos intracitoplasmáticos); D-dímero 10.000 ng/mL; tempo de protrombina alargado (INR 1,7) e fibrinogênio de 98 mg/dL.

Considerando o quadro clínico acima e os temas a ele correlatos, julgue o item.


Tanto o ácido alltransretinoico quanto o trióxido de arsênico mudaram o manejo e desfecho da leucemia promielocítica aguda.

Alternativas

Gabarito comentado

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O tema central desta questão é a leucemia promielocítica aguda (LPA), uma forma de leucemia mieloide aguda caracterizada pela presença de promielócitos anômalos. É uma condição hematológica crítica que requer diagnóstico e tratamento rápidos.

Justificativa para a alternativa correta (C - certo): O enunciado menciona o uso de ácido all-trans-retinoico (ATRA) e trióxido de arsênico no manejo da LPA. Ambos revolucionaram o tratamento desta condição, melhorando significativamente os desfechos dos pacientes.

Ácido All-Trans-Retinoico (ATRA): Este medicamento induz a diferenciação dos promielócitos anômalos em neutrófilos maduros, diminuindo a carga leucêmica. É considerado o tratamento inicial de escolha em combinação com quimioterapia.

Trióxido de Arsênico: Utilizado em pacientes com LPA, especialmente em casos de resistência ou recaída após tratamento com ATRA. Este composto promove a apoptose das células leucêmicas e é parte dos protocolos modernos de tratamento, inclusive como terapia de primeira linha em combinação com ATRA.

Esses tratamentos são respaldados por diretrizes médicas, como as da American Society of Hematology e da European LeukemiaNet, que recomendam o uso de ATRA e trióxido de arsênico em combinação para o tratamento de LPA, melhorando a sobrevivência livre de doença e a taxa de cura.

Análise das alternativas incorretas: Neste caso, a alternativa errada não está presente, mas é importante destacar que qualquer afirmação que negue a eficácia ou o impacto desses tratamentos no manejo da LPA estaria em desacordo com as evidências científicas atuais.

O diagnóstico de LPA é sugerido pelo quadro clínico da paciente, que inclui sintomas como fadiga, palidez e púrpuras, além dos achados laboratoriais de pancitopenia e características citológicas das células no hemograma. A confirmação diagnóstica é feita por exames moleculares que detectam a translocação específica t(15;17).

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