Um marcador de viabilidade deve ser empregado na seguinte s...
Gabarito comentado
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Tema central: uso de marcadores de viabilidade em citometria de fluxo para excluir células mortas, que aumentam ruído, ligação inespecífica e falsos positivos. Exemplos: corantes de membrana íntegra (PI, 7-AAD, DAPI) e corantes amina-reativos “fixable” (LIVE/DEAD, Zombie).
Alternativa correta (EXCETO): E – “para quantificar as microesferas de compensação”.
Microesferas de compensação não são células; viabilidade celular não se aplica. Elas servem para ajustar a compensação espectral de fluorocromos e não para avaliar vitalidade. Usar marcador de viabilidade nesse contexto não agrega informação e pode até interferir nos canais. Diretrizes de boas práticas (ISAC/Current Protocols in Cytometry) orientam compensar cada fluorocromo com células ou beads reativas apropriadas ao fluorocromo, sem necessidade de “viabilidade”.
Por que as demais devem empregar marcador de viabilidade?
A. Alto percentual de células mortas: Mortas têm membrana permeável e capturam anticorpos/nanopartículas de forma inespecífica, distorcendo o “gating”. O corante de viabilidade permite excluí-las, melhorando a acurácia (Cossarizza et al., Nat. Immunol. 2019; ISAC Guidelines).
B. Tipo celular desconhecido: Em amostras heterogêneas, a presença de subpopulações danificadas é comum. O marcador de viabilidade ajuda a definir um gate limpo antes de identificar fenótipos (UpToDate, Flow cytometry: Principles and clinical applications).
C. Identificação de eventos raros: Quando o alvo é muito escasso (<1%), qualquer contaminação por células mortas pode simular “positividade”. A exclusão por viabilidade reduz falsos positivos e aumenta o valor preditivo (Maecker & Trotter, Cytometry A).
D. Após descongelamento: O “freeze-thaw” aumenta apoptose/necrose. É recomendado corante de viabilidade para remover células injuriadas antes da análise funcional ou fenotípica (Harrison’s; Current Protocols in Cytometry).
Estratégia para a prova: sempre que a condição elevar morte celular ou o risco de falso positivo, pense em marcador de viabilidade. Se o “alvo” não é célula (ex.: beads), viabilidade é irrelevante. Essa é a “pegadinha” da questão.
Resumo prático: Use viabilidade para limpar o evento celular (A, B, C, D). Não use viabilidade para fins que não envolvam células, como quantificar microesferas de compensação (E).
Referências essenciais: ISAC Best Practices; Cossarizza A. et al., Guidelines for the use of flow cytometry in immunological studies (Nat Immunol, 2019); Current Protocols in Cytometry; UpToDate – Flow cytometry: Principles and clinical applications; Harrison’s Principles of Internal Medicine (cap. métodos diagnósticos laboratoriais).
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