Em relação ao uso da penicilina benzatina como parte do tra...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: A questão aborda o tratamento da sífilis congênita e, especificamente, o uso da penicilina benzatina em diferentes situações clínicas, conforme as normativas do Ministério da Saúde.
Justificativa para a alternativa correta (B):
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para prevenção da transmissão vertical do HIV, sífilis e hepatites virais do Ministério da Saúde, “para as crianças com sífilis congênita que apresentem neurossífilis, a benzilpenicilina cristalina é o medicamento de escolha”. Isso ocorre porque a penicilina benzatina apresenta baixa penetração no sistema nervoso central, não alcançando níveis terapêuticos adequados no líquor.
Dessa forma, em qualquer criança com suspeita de comprometimento neurológico, a penicilina benzatina não deve ser utilizada. O tratamento deve ser feito com penicilina cristalina (endovenosa), que atinge as concentrações necessárias no sistema nervoso central para eliminar o Treponema pallidum.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Penicilina benzatina não é indicada em todos os casos, especialmente quando há neurossífilis ou indicação hospitalar.
C) Incorreta. A escolha do esquema terapêutico da criança não depende exclusivamente do tratamento materno.
D) Incorreta. Alterações radiológicas ósseas são apenas um dos critérios para gravidade, mas não definem o uso da benzatina.
E) Incorreta. Embora penicilina cristalina ou procaína sejam frequentemente preferidas, a benzatina pode ser considerada em situações muito específicas, mas não em todos os casos.
Dica de prova: Fique atento(a) sempre que a questão mencionar comprometimento neurológico (neurossífilis) – nesses casos, lembre-se: penicilina benzatina não é suficiente! Busque na alternativa aquela que indica o uso de penicilina cristalina como tratamento preferencial.
Referências: Ministério da Saúde. PCDT Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais. Evidências atualizadas (UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.).
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
A - Nos recém-nascidos de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, independentemente do resultado do VDRL do recém-nascido, realizar: hemograma, radiografia de ossos longos, punção lombar (na impossibilidade de realizar este exame, tratar o caso como neurossífilis),eoutros exames, quando clinicamente indicados. De acordo com a avaliação clínica e de exames complementares: A 1 - se houver alterações clínicas e/ou sorológicas e/ou radiológicas e/ou hematológicas, o tratamento deverá ser feito com penicilina G cristalina na dose de 50.000 UI/Kg/dose, por via endovenosa, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e a cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias; ou penicilina G procaína 50.000 UI/Kg, dose única diária, IM, durante 10 dias; A 2 - se houver alteração liquórica, o tratamento deverá ser feito com penicilina G cristalina 6 , na dose de 50.000 UI/Kg/dose, por via endovenosa, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e a cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias; A 3 - se não houver alterações clínicas, radiológicas, hematológicas e/ou liquóricas, e a sorologia for negativa, deve-se proceder o tratamento com penicilina G benzatina 7 por via intramuscular na dose única de 50.000 UI/Kg. O acompanhamento é obrigatório, incluindo o seguimento com VDRL sérico após conclusão do tratamento (ver seguimento, adiante). Sendo impossível garantir o acompanhamento, o recém-nascido deverá ser tratado com o esquema A1.
Em caso de comprometimento liquórico, neurossífilis, usar penicilina cristalina.
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo