Considerando o contexto apresentado, julgue o item a seguir:...

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Q3081081 Medicina

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Maria, 17 anos, estudante do ensino médio, foi levada ao pronto-socorro com febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, rigidez no pescoço e fotofobia. Os sintomas haviam começado nas últimas 24 horas, e a mãe relatou que, além da febre, Maria estava muito irritada e sonolenta. Durante a avaliação, a equipe médica notou manchas avermelhadas na pele, sugerindo a presença de petequias. A suspeita inicial foi de meningite meningocócica, uma infecção grave causada pela bactéria Neisseria meningitidis. A meningococcemia é uma infecção grave causada pela bactéria Neisseria meningitidis, que pode levar a meningite epidêmica e sepse. A doença é transmitida por contato direto com secreções respiratórias de pessoas infectadas, mesmo que assintomáticas.


REF: Meningococcemia: o que você precisa saber - Sanarmed

Considerando o contexto apresentado, julgue o item a seguir:


A coleta de secreção nasofaríngea é recomendada para o diagnóstico da meningococcemia.

Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: abordagem diagnóstica da meningococcemia/meningite meningocócica. No quadro clínico descrito (febre alta, cefaleia, rigidez de nuca, fotofobia, petéquias), o foco é identificar quais exames confirmam doença invasiva por Neisseria meningitidis.

Gabarito: E (errado). Swab nasofaríngeo não é recomendado para o diagnóstico da meningococcemia. Motivo: a nasofaringe pode estar colonizada por meningococo em indivíduos saudáveis; assim, um swab positivo não confirma doença invasiva, e um swab negativo não exclui meningococcemia. É exame útil para vigilância/estudos de portadores e investigação de surtos, não para confirmação clínica do caso.

Como se confirma o diagnóstico?

- Hemoculturas antes do antibiótico, quando possível.

- Líquor (LCR): análise citológica/bioquímica, bacterioscopia (Gram mostrando diplococos Gram-negativos), cultura e/ou PCR para N. meningitidis (alta sensibilidade, inclusive após antimicrobianos).

- Em choque púrpuro fulminante com impossibilidade de punção lombar, priorize hemoculturas e PCR de sangue.

Conduta essencial (para raciocínio em prova): iniciar antibiótico empírico imediato (ceftriaxona ou cefotaxima) + precauções por gotas; considerar dexametasona nos quadros de meningite bacteriana; realizar quimioprofilaxia de contatos (rifampicina, ciprofloxacino ou ceftriaxona). Essas condutas não dependem de swab nasofaríngeo.

Análise das alternativas

- C (certo): Incorreta. Afirma que o swab nasofaríngeo é recomendado para diagnóstico. Há erro conceitual: por conta da alta taxa de portadores, o exame tem baixa especificidade para doença invasiva e não orienta manejo imediato.

- E (errado): Correta. O diagnóstico deve ser feito por hemocultura, LCR e/ou PCR, conforme diretrizes.

Pegadinha da questão: confundir “diagnóstico do doente” com “rastreamento de portadores”. Memorize: Doença invasiva = sangue/LCR; vigilância/contatos = nasofaringe.

Referências rápidas: UpToDate (Clinical features and diagnosis of Neisseria meningitidis infection); WHO Meningococcal disease guidelines; CDC Pink Book – Meningococcal Disease; Harrison’s Principles of Internal Medicine; Ministério da Saúde – Guia de Vigilância em Saúde.

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