Paciente de 78 anos, ex-tabagista, portador de doença pulmo...

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Q4039647 Medicina
Paciente de 78 anos, ex-tabagista, portador de doença pulmonar obstrutiva crônica confirmada por espirometria. Apesar de terapia medicamentosa otimizada, vem apresentando exacerbações frequentes, com necessidade de internação por três vezes no último ano, uma delas com necessidade de ventilação mecânica não invasiva e Unidade de Terapia Intensiva. Considerando o Relatório Global para Diagnóstico e Manejo do DPOC (GOLD), é possível classificar esse paciente como: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Pelo GOLD Pocket Guide 2024 e pela atualização GOLD 2023, paciente com DPOC que teve no último ano >=2 exacerbações moderadas ou >=1 exacerbação com hospitalização pertence ao grupo E; como o enunciado informa três internações por exacerbação, incluindo episódio grave com VNI e UTI, o enquadramento é diretamente GOLD E, independentemente da carga sintomática.

Tema central: Classificação GOLD do DPOC
Análise das alternativas
A
Errada
Grupo A exige baixo risco de exacerbação, isto é, 0 ou 1 exacerbação moderada sem internação no último ano, além de poucos sintomas. Três internações por exacerbação excluem esse grupo de forma objetiva.
B
Errada
Grupo B também pressupõe baixo risco de exacerbação; ele se diferencia do A pela maior carga sintomática, não pelo risco. Como houve repetidas exacerbações com hospitalização, o paciente não pode ser classificado como B, independentemente dos sintomas.
C
Errada
No GOLD atualizado, a classificação inicial passou a ser A/B/E. O grupo C pertencia ao modelo antigo A/B/C/D e não é a classificação vigente quando a própria questão já oferece a alternativa E. Portanto, essa opção está desatualizada para o critério cobrado.
D
Errada
O grupo D também pertence à classificação antiga A/B/C/D. No GOLD 2023 em diante, os pacientes com maior risco de exacerbação passaram a ser agrupados em E. Assim, um perfil que antes poderia lembrar D hoje deve ser classificado como E.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o critério classificatório decisivo no GOLD atual é o risco de exacerbação no último ano. Uma única exacerbação com necessidade de hospitalização já basta para classificar como grupo E. Neste caso, houve três internações, o que caracteriza claramente alto risco de exacerbação. A gravidade do episódio com VNI e UTI reforça esse perfil, mas nem seria necessária para a definição, já que a própria hospitalização já fecha o critério.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre a classificação antiga A/B/C/D e a classificação atual A/B/E do GOLD, além de induzir o candidato a procurar CAT ou mMRC quando a hospitalização prévia já define o grupo E.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão trouxer a alternativa GOLD E, assuma a classificação atual A/B/E, e não o modelo antigo A/B/C/D.
  • No GOLD atual, >=1 hospitalização por exacerbação no último ano já coloca o paciente no grupo E.
  • Não misture agrupamento clínico A/B/E com estadiamento espirométrico GOLD 1-4; são classificações diferentes.
  • Quando o histórico de exacerbação já define alto risco, CAT e mMRC não são necessários para tirar a questão.

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