Nas fraturas do Pilão tibial, fechadas, com edema 3+/4+, se...
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Comentário da Questão – Fraturas do Pilão Tibial: conduta inicial
Tema central: O foco desta questão é o manejo inicial das fraturas fechadas do pilão tibial em pacientes com edema importante, sem sinais de isquemia. Trata-se de situação clínica frequente em traumas de alta energia, exigindo análise criteriosa das condições dos tecidos moles antes de definir a estratégia cirúrgica definitiva.
Alternativa correta: D) Fixação externa para controle de danos
A abordagem mais segura e recomendada nestes casos é a chamada tática em duas etapas: inicialmente, realiza-se estabilização provisória com fixador externo, para preservar o alinhamento ósseo e permitir que o edema regresse e os tecidos moles se recuperem. O tratamento definitivo (geralmente com fixação interna) é feito somente após melhora das condições locais, reduzindo riscos de complicações graves (necrose cutânea, infecção, deiscência).
Segundo o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira, seção “Fratura do Pilão Tibial”:
“Inicialmente, fixador externo transarticular e, depois de uma média de 8,2 dias, foi efetuada redução aberta e fixação interna...”
Análise das alternativas incorretas:
A) Fixação interna com placa e parafusos:
Errada. Nestes casos, a fixação interna imediata está contraindicada devido ao alto risco de comprometimento dos tecidos moles e complicações infecciosas. O edema 3+/4+ representa contraindicação à cirurgia aberta inicial.
B) Fixação interna com haste intramedular bloqueada:
Equivocada. O método é mais indicado para fraturas diafisárias da tíbia. Nas fraturas do pilão tibial, especialmente com envolvimento articular, raramente é opção e não resolve os problemas dos tecidos moles.
C) Imobilização com tala gessada até tratamento definitivo:
Inadequada. Embora temporária, a tala gessada pode agravar o edema e não garante estabilidade suficiente em fraturas complexas do pilão tibial.
Dicas de prova: Fique atento às condições dos tecidos moles e a sinais de alerta como edema importante. O termo “controle de danos” é essencial e direciona à abordagem sequencial.
Referências:
Projeto Diretrizes AMB/CFM: Fratura do Pilão Tibial; Rockwood & Green’s Fractures in Adults; UpToDate (acesso em 2024).
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