Nas fraturas Supra Condilianas do cotovelo na criança class...
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Tema central: A questão aborda o tratamento das fraturas supracondilianas do úmero em crianças, classificação de Gartland III, quadro relevante no pronto atendimento pediátrico de Ortopedia devido ao alto risco de complicações neurovasculares e necessidade de conduta rápida e eficaz.
Justificativa da alternativa correta – D: O tratamento cirúrgico é a conduta indicada para fraturas supracondilianas tipo III de Gartland, pois apresentam desvio completo e perda de contato entre as corticais, impossibilitando a recuperação anatômica estável com métodos conservadores.
O procedimento padrão é a redução fechada sob anestesia, seguida da fixação percutânea com fios de Kirschner, minimizando riscos de deslocamentos futuros e garantindo bom prognóstico funcional.
Segundo o "Projeto Diretrizes" da Associação Médica Brasileira e do CFM: “A fratura supracondiliana do úmero tipo III de Gartland requer redução fechada sob anestesia e fixação percutânea.” (p. 6)
A manobra de Jones é comumente empregada como técnica para redução fechada, envolvendo flexão máxima do cotovelo após tração para reposicionamento dos fragmentos, seguida da fixação.
Análise das alternativas incorretas:
A) "Tratamento cirúrgico, manobra de Lachman": A manobra de Lachman é utilizada para avaliação de lesão do ligamento cruzado anterior do joelho, não relacionada ao cotovelo ou a redução de fraturas.
B) "Tratamento conservador, manobra de Gerber": Fraturas do tipo III NUNCA devem ser tratadas de forma conservadora, dada sua instabilidade. Manobra de Gerber é teste para avaliar rotura do subescapular no ombro, sem conexão com as fraturas do cotovelo.
C) "Tratamento conservador, manobra de Spurling": Novamente, não se emprega tratamento conservador em Gartland III. A manobra de Spurling é específica para avaliação de compressão radicular cervical.
Dicas de prova e pegadinhas: Atenção a nomes de manobras/desvios que possam pertencer a outras articulações, e sempre relacione a gravidade do desvio (Gartland III) à necessidade de intervenção cirúrgica. O conhecimento dos testes e manobras clássicos para cada articulação evita erros em questões de associação.
Resumo clínico prático: Em toda fratura supracondiliana instável e desviada em criança, priorize redução fechada sob anestesia, uso de imobilização, avaliação neurovascular periódica e fixação percutânea. O tratamento cirúrgico precoce reduz sequelas e complicações.
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