Segundo Dalgalarrondo, são critérios de normalidade utiliza...

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Q1623719 Psicologia
Segundo Dalgalarrondo, são critérios de normalidade utilizados em Psicopatologia:

I. normalidade estatística.
II. normalidade subjetiva.
III. normalidade como liberdade.
IV. normalidade como ausência de droga.

A quantidade de assertivas corretas é:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O elemento decisivo é a expressão "Segundo Dalgalarrondo" associada à pergunta sobre "critérios de normalidade utilizados em Psicopatologia"; na base de decisão, o confronto das quatro assertivas I, II, III e IV com esse referencial conduz ao reconhecimento de todas como corretas, o que define a contagem 4 e, por consequência, a alternativa C.

Tema central: critérios de normalidade
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque fixa a contagem em 3, mas a base decisória da questão exige considerar corretas as quatro assertivas. O erro objetivo é a exclusão indevida de um dos itens, especialmente da assertiva IV, cuja aceitação é necessária para compatibilizar a resposta com o gabarito oficial.
B
Errada
Está incorreta porque reduz o total a 2 assertivas corretas, contrariando frontalmente o referencial adotado na questão. O erro técnico é a subcontagem do rol apresentado, já que I, II, III e IV foram todos tomados como critérios de normalidade pela banca.
C
Certa
A alternativa C está correta porque corresponde à contagem de 4 assertivas quando I, II, III e IV são tomadas como corretas no recorte adotado pela banca. Nesse enquadramento, a aceitação da assertiva IV decorre da chave da questão e do modo como o item foi operacionalizado no enunciado, não de confirmação textual autônoma da obra.
D
Errada
Está incorreta porque aponta apenas 1 assertiva correta, o que é incompatível com a classificação considerada válida no enunciado. O critério de eliminação é objetivo: a contagem proposta não corresponde ao conjunto de quatro itens aceitos como corretos.
Pegadinha da questão
A confusão real está em rejeitar alguma assertiva por estranheza de formulação, sobretudo a IV, em vez de seguir o referencial autoral explicitado no enunciado e a classificação efetivamente adotada pela banca.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado delimita um autor, valide os itens pelo referencial indicado, não por noção geral da disciplina.
  • Em questão de contagem, feche primeiro o status de cada assertiva e só depois marque a alternativa numérica.
  • Não confunda critérios de normalidade com critérios diagnósticos de transtorno mental.
  • Se uma formulação soar incomum, não a exclua por plausibilidade pessoal sem verificar se a banca a incorporou ao rol cobrado.

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Comentários

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Gabarito errado. Não existe o critério "normalidade como ausência de droga".

Existe "normalidade como ausência de doença" e não de droga. Gabarito errado.

Acredito que tenha sido erro de digitação da questão, colocaram no item 4 "normalidade como ausência de droga" quando deveria ser ausência de doença.

·        Normalidade como ausência de doença. Normal, do ponto de vista psicopatológico, seria, então, aquele indivíduo que simplesmente não é portador de um transtorno mental definido.

·        Normalidade ideal. A normalidade aqui é tomada como certa “utopia”. Estabelece-se arbitrariamente uma norma ideal, aquilo que é supostamente “sadio”, mais “evoluído”. Tal norma é, de fato, socialmente constituída e referendada. Depende, portanto, de critérios socioculturais e ideológicos arbitrários e, às vezes, dogmáticos e doutrinários.

·        Normalidade estatística. A normalidade estatística identifica norma e frequência. Trata-se de um conceito de normalidade que se aplica especialmente a fenômenos quantitativos, com determinada distribuição estatística na população geral (como peso, altura, tensão arterial, horas de sono, quantidade de sintomas ansiosos, etc.). o.

·        Normalidade como bem-estar. A Organização Mundial da Saúde (WHO, 1946) definiu, em 1946, a saúde como o “completo bem-estar físico, mental e social”, e não simplesmente como ausência de doença.

·        Normalidade funcional. Tal conceito baseia-se em aspectos funcionais e não necessariamente quantitativos. O fenômeno é considerado patológico a partir do momento em que é disfuncional e produz sofrimento para o próprio indivíduo ou para seu grupo social.

·        Normalidade como processo. Nesse caso, mais que uma visão estática, consideram-se os aspectos dinâmicos do desenvolvimento psicossocial, das desestruturações e das reestruturações ao longo do tempo, de crises, de mudanças próprias a certos períodos etários. .

·         Normalidade subjetiva. Aqui, é dada maior ênfase à percepção subjetiva do próprio indivíduo em relação a seu estado de saúde, às suas vivências subjetivas.

·        Normalidade como liberdade. Alguns autores de orientação fenomenológica e existencial propõem conceituar a doença mental como perda da liberdade existencial. Dessa forma, a saúde mental se vincularia às possibilidades de transitar com graus distintos de liberdade sobre o mundo e sobre o próprio destino.

·        Normalidade operacional. Trata-se de um critério assumidamente arbitrário, com finalidades pragmáticas explícitas. Define-se, a priori, o que é normal e o que é patológico e busca-se trabalhar operacionalmente com esses conceitos, aceitando as consequências de tal definição prévia. Até certo ponto, a demarcação de separação entre normal e patológico dos sistemas diagnósticos atuais (CID e DSM) emprega critérios operacionais e pragmáticos na definição dos transtornos mentais.

·         Em Dalgalarrondo, não existe a definição "normalidade como ausência de drogas"!

normalidade como ausência de "doença" deveria ser o correto.

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