Na creche, sinais e relatos podem indicar situações de negl...

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Q3916197 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Na creche, sinais e relatos podem indicar situações de negligência ou violência, e a proteção de direitos orienta encaminhamentos institucionais. À luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a proteção se orienta pela(o):
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Lei nº 8.069/1990 (ECA), art. 4º, caput, c/c art. 5º e art. 70-B, caput e parágrafo único: “Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.” “Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.” “Art. 70-B. As entidades, públicas e privadas, que atuem nas áreas a que se refere o art. 71, dentre outras, devem contar, em seus quadros, com pessoas capacitadas a reconhecer e comunicar ao Conselho Tutelar suspeitas ou casos de maus-tratos praticados contra crianças e adolescentes.” “Parágrafo único. São igualmente responsáveis pela comunicação de que trata este artigo, as pessoas encarregadas, por razão de cargo, função, ofício, ministério, profissão ou ocupação, do cuidado, assistência ou guarda de crianças e adolescentes, punível, na forma deste Estatuto, o injustificado retardamento ou omissão, culposos ou dolosos.” Como o enunciado trata de sinais e relatos de negligência ou violência em creche, a regra aplicável é proteção integral com prioridade absoluta e comunicação institucional já diante de suspeita, o que conduz à alternativa A.

Tema central: Proteção integral no ECA
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque corresponde exatamente ao modelo do ECA: proteção integral e prioridade absoluta dos direitos da criança e do adolescente, com dever de zelar por esses direitos e acionar comunicação e encaminhamento institucionais diante de suspeita de violação. A base legal decisiva é o art. 4º, caput, combinado com o art. 5º e com o art. 70-B, caput e parágrafo único, que impõem reconhecimento e comunicação de suspeitas ou casos de maus-tratos por quem atua no cuidado, assistência ou guarda, sem exigir confirmação absoluta prévia pela equipe escolar.
B
Errada
Incorreta porque troca o dever legal de proteção e comunicação institucional por mediação informal doméstica e “sigilo completo” na equipe. O art. 70-B do ECA impõe reconhecer e comunicar suspeitas ou casos de maus-tratos; a lei não autoriza priorizar resolução privada da família em substituição ao fluxo protetivo.
C
Errada
Incorreta porque condiciona direitos à conduta e propõe punição com retirada de benefícios, o que contraria a lógica de direitos fundamentais assegurados com absoluta prioridade. Pelos arts. 4º e 5º do ECA, a criança e o adolescente são titulares de direitos, e não destinatários de perda de direitos como técnica corretiva.
D
Errada
Incorreta porque exige confirmação absoluta antes da comunicação e atribui à equipe escolar coleta de provas e entrevistas repetidas. O art. 70-B fala em comunicar “suspeitas ou casos” de maus-tratos; portanto, a suspeita juridicamente relevante já aciona o dever de comunicação, e o retardamento ou a omissão injustificados são puníveis.
E
Errada
Incorreta porque reduz a situação a evento clínico e coloca a comunicação apenas como registro administrativo posterior. Pela base normativa dos arts. 4º, 5º e 70-B do ECA, trata-se de hipótese de proteção de direitos com fluxo institucional próprio, inclusive comunicação ao Conselho Tutelar; eventual atendimento de saúde não substitui essa comunicação.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre suspeita e certeza: o ECA impõe comunicação institucional diante de suspeita de maus-tratos, não depois de confirmação absoluta feita pela própria equipe da creche.
Dica para questões semelhantes
  • Se o caso mencionar sinais, relatos ou indícios de negligência ou violência, procure a regra de proteção integral com prioridade absoluta.
  • Em ECA, suspeita juridicamente relevante já pode gerar dever de comunicação; não acrescente requisito de certeza prévia se a base não exigir.
  • Desconfie de alternativas que substituem o fluxo institucional por solução doméstica, sigilo interno absoluto ou mera providência administrativa.
  • Quando a alternativa trouxer punição ou retirada de direitos da criança como forma de correção, confronte com os arts. 4º e 5º do ECA.

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