Sobre o tratamento medicamentoso da diabetes mellitus tipo 2...

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Ano: 2025 Banca: UFPR Órgão: UFPR Prova: UFPR - 2025 - UFPR - Médico - Médico da Família |
Q3507332 Medicina
Sobre o tratamento medicamentoso da diabetes mellitus tipo 2 em idosos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Tema central: manejo medicamentoso do DM2 em idosos exige individualização de metas, atenção a risco de hipoglicemia, função renal, insuficiência cardíaca e fragilidade. Diretrizes ADA/EASD, Endocrine Society e SBD recomendam priorizar drogas com baixo risco de hipoglicemia e uso criterioso de insulina.

Alternativa correta: EInsulina basal pode ser indicada quando o controle permanece inadequado com medidas não farmacológicas e/ou antidiabéticos orais, ou diante de hiperglicemia sintomática/catabólica. Em idosos, deve-se avaliar risco de hipoglicemia, habilidades de autocuidado, suporte familiar e elaborar plano alimentar e educação sobre monitorização. Preferir análogos de ação prolongada (glargina, degludeca) por menor hipoglicemia noturna. Início típico: 0,1–0,2 U/kg à noite, com titulação lenta conforme glicemias (ADA Standards 2024–2025; SBD 2023; UpToDate).

Análise das incorretas

A) Idade isolada (>65 anos) não contraindica metformina. O limitante é a função renal: manter/ajustar dose se TFG ≥30 mL/min/1,73m² e evitar se TFG <30. Risco de acidose láctica é raro quando respeitadas as precauções (ADA 2024; SBD). Monitorar TFG e vitamina B12.

B) Sulfonilureias não são primeira escolha em idosos frágeis devido a maior risco de hipoglicemia e quedas. Se forem necessárias, preferir gliclazida ou glipizida em baixas doses e evitar glibenclamida/glyburide. Em geral, priorizam-se metformina (se elegível), iDPP-4, iSGLT2 ou agonistas GLP-1 conforme comorbidades (ADA/EASD).

C) Inibidores da DPP-4 são neutros em peso (não geram “grande redução ponderal”). Têm boa tolerabilidade e baixo risco de hipoglicemia em idosos; ajustar dose por TFG (exceto linagliptina). Para obesidade significativa, os preferidos são agonistas de GLP-1 (ex.: semaglutida) e iSGLT2, quando apropriados (ADA 2024).

D) Pioglitazona não é indicada em insuficiência cardíaca com edema; pode piorar retenção hídrica e descompensar IC (contraindicada em NYHA III–IV). Apesar de efeitos anti-inflamatórios via PPAR-γ, os riscos (edema, fraturas; cautela para bexiga) superam benefícios nesse cenário (Endocrine Society; SBD).

Como interpretar questões assim (dicas rápidas): - Procure termos de risco como hipoglicemia, IC/edema e TFG. - Desconfie de afirmações absolutas por idade sem considerar função renal. - Lembre: iDPP-4 = peso neutro; pioglitazona = edema/IC; sulfonilureia = hipoglicemia; insulina basal pode ser necessária com educação e monitorização.

Referências: ADA Standards of Care 2024–2025; Consenso ADA/EASD sobre DM2 em idosos; Endocrine Society Guideline on Diabetes in Older Adults; Diretrizes SBD 2023; UpToDate.

Gabarito: E

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