A incidência de complicações pós-operatórias é em torno de ...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: A questão aborda a prevenção de complicações pós-operatórias em cirurgias ginecológicas, destacando a importância do ginecologista em identificar fatores de risco e atuar para prevenir morbidade perioperatória.
Justificativa para a alternativa correta (B): Na cirurgia ginecológica de grande porte, mesmo em pacientes sem risco para tromboembolismo venoso (TEV), a deambulação precoce é recomendada, associada ao uso de método farmacológico, como a heparina de baixo peso molecular, até a alta hospitalar. Esta conduta é baseada em diretrizes do American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) e outras entidades, que destacam a importância da combinação de medidas farmacológicas e não farmacológicas para prevenir complicações tromboembólicas.
Análise das alternativas incorretas:
A - A doxiciclina profilática para pequenos procedimentos, como inserção de DIU e biópsia endometrial, não é recomendada rotineiramente para prevenção de infecções. Diretrizes do ACOG não indicam o uso profilático de antibióticos para esses procedimentos, a menos que haja fatores de risco específicos, como infecções pré-existentes.
C - O uso de opióides, como a morfina, não é proibido em cirurgias ginecológicas. Apesar dos efeitos colaterais potenciais, como depressão respiratória e náuseas, os opióides são uma opção válida para o manejo da dor pós-operatória, desde que usados com cautela e monitoramento adequado.
D - A classificação ASA V da American Society of Anesthesiologists refere-se a pacientes moribundos que não se espera sobreviver sem a operação. Pacientes com doença sistêmica incapacitante, mas que não estão necessariamente à beira da morte, são geralmente classificados como ASA IV. Essa diferença na classificação é essencial para a avaliação do risco anestésico.
Em resumo, a alternativa B é a correta, pois reflete práticas atualizadas de prevenção de TEV em cirurgias ginecológicas de grande porte. Estar atualizado com as diretrizes e entender as classificações de risco é crucial para a prática clínica segura.
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Comentários
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procedimentos de pequeno porte não é necessário ATB (cirurgia limpa)
Opioides são bem vindos para controle álgico;
Pacientes com doença sistêmica incapacitante e que representam ameaça constante à vida são classificados como ASA IV
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