Paciente de 78 anos, sexo feminino, com queixa de astenia,...
Gabarito comentado
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Tema central: O enunciado explora anemia em idosos e exige a diferenciação de etiologias a partir do perfil clínico-laboratorial. Saber interpretar hemograma e ferritina é fundamental, especialmente diante de quadros normocrômico-normocíticos em pacientes geriátricos, pois a anemia de doença crônica (ADC) é prevalente no envelhecimento.
Justificativa da alternativa correta (B):
Ao avaliar uma paciente idosa com sintomas de anemia (astenia, palidez, dispneia), associada a anemia normocítica e normocrômica, reticulocitopenia, ferritina sérica normal e saturação de transferrina baixa, o raciocínio clínico direciona ao diagnóstico de anemia de doença crônica. Segundo o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde: “A ADC caracteriza-se por anemia do tipo hipoproliferativa, com ferro sérico e saturação da transferrina diminuídos e, paradoxalmente, aumento da ferritina e da concentração do ferro de depósito.” (PCDT Anemia DRC, p. 8). Conduta inicial: investigar doenças inflamatórias, infecciosas ou neoplásicas subjacentes.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Anemia ferropriva: Espera-se ferritina diminuída, o que não ocorre. A ferritina normal/alta praticamente afasta deficiência de ferro, exceto em infecção crônica grave ou neoplasia.
- C) Anemia aplásica: Tipicamente há pancitopenia e hipocelularidade medular. O quadro não sugere isso, já que só a série vermelha está comprometida.
- D) Anemia hemolítica: Espera-se reticulocitose e marcadores de hemólise (aumento DHL, bilirrubina indireta, queda da haptoglobina), o que não foi apresentado.
- E) Anemia megaloblástica: O hemograma exibiria macrocitose (VCM elevado). No caso, é normocítica, afastando essa hipótese.
Pegadinhas e dicas: Atenção para não confundir ADC com ferropriva. O principal diferencial laboratorial é a ferritina: baixa na ferropriva, normal ou elevada na ADC. O termo “reticulócitos diminuídos” indica um defeito de produção (como na ADC) e não de perda periférica (como hemólise).
Diretrizes e evidência: O diagnóstico e a abordagem seguem as recomendações do PCDT da Anemia na DRC e referências como Harrisson’s e UpToDate, considerados padrão-ouro em geriatria e clínica médica.
Resumo: O achado laboratorial associado à clínica de paciente idosa indica anemia de doença crônica, sendo correta a investigação de causas subjacentes como primeira conduta.
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