Maria, servidora de uma Secretaria do Poder Executivo do Est...

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Q3881057 Ética na Administração Pública
Maria, servidora de uma Secretaria do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro, constatou que outro servidor não estaria exercendo com estrita moderação as prerrogativas funcionais, o que, em tese, configuraria afronta ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro. Por essa razão, desejava encaminhar peças para a estrutura orgânica responsável pela apuração da referida conduta.
Após consultar o decreto de regência, Maria concluiu corretamente que a apuração deve ser realizada
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era identificar qual estrutura interna da Secretaria poderia apurar a infração ética, distinguindo-a de comissão central ou de instância disciplinar. A descrição da alternativa E coincide com a solução normativa indicada na base, por isso ela é a correta.

Tema central: comissão de ética setorial
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque troca a comissão de ética setorial por uma comissão central e ainda altera a composição para cinco membros nomeados pelo Chefe do Poder Executivo. O erro está tanto no órgão competente quanto no número e forma de composição.
B
Errada
Errada porque atribui a apuração ao superior hierárquico do servidor. Pela regra aplicável, a apuração ética não é feita, por regra, pelo superior, mas pela comissão de ética setorial.
C
Errada
Errada porque desloca a apuração para a comissão permanente de inquérito administrativo. Isso confunde instância ética com instância disciplinar, que seguem lógicas procedimentais distintas.
D
Errada
Errada porque, embora mencione comissão de ética, descreve uma comissão temporária com cinco servidores e mandato de dois anos. O núcleo decisivo da norma apontada na base é outro: comissão setorial, no âmbito da Secretaria, com três membros; além disso, não é necessário afirmar mandato de dois anos para validar a alternativa correta.
E
Certa
A alternativa E está correta porque indica a comissão de ética setorial no âmbito da Secretaria, integrada por três servidores titulares de cargo efetivo ou emprego permanente, designados pelo respectivo dirigente. Esses elementos correspondem ao critério normativo apontado na base para a apuração da conduta ética.
Pegadinha da questão
A questão explorou a confusão entre apuração ética e apuração disciplinar, além da troca entre comissão setorial e comissão central e da alteração da composição de três para cinco membros.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre ética funcional, identifique primeiro qual é a instância própria de apuração: comissão de ética não se confunde com comissão de inquérito administrativo.
  • Quando a norma adota estrutura por órgão ou entidade, desconfie de alternativas que concentram toda apuração em comissão central única.
  • Se a alternativa muda a composição expressa da comissão, como trocar três membros por cinco, isso já basta para eliminá-la quando a base normativa for específica.

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Comentários

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a apuraçao de infraçao etica deve ser realizada por comissao de etica instituida no ambito do proprio orgao, composta por tres servidores efetivos, conforme previsto no art. 2º do D1171/94

Cada órgão deve constituir sua própria comissão, que é integrada por três servidores ou empregados de cargo efetivo ou emprego permanente.

A resposta correta é a E.

O caso fala de violação ao Código de Ética no âmbito de uma Secretaria do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro. A estrutura adequada para apuração ética, nesse contexto, é a comissão de ética setorial, formada dentro do próprio órgão ou entidade.

Essa comissão é composta por três servidores, titulares de cargo efetivo ou emprego permanente, designados pelo dirigente máximo do órgão.

A letra A erra porque trata de comissão central como se ela fosse responsável direta pela apuração ordinária dentro da Secretaria.

A letra B erra porque superior hierárquico não substitui a comissão de ética.

A letra C erra porque comissão de inquérito administrativo é mais ligada à esfera disciplinar, não à apuração ética prevista no Código.

A letra D erra porque inventa uma comissão temporária de ética com cinco servidores e mandato de dois anos.

A FGV cobra esse tema dessa forma porque quer separar ética pública de processo administrativo disciplinar. Nem toda infração ética começa como PAD. Primeiro, a banca quer que você reconheça qual é o órgão competente para apuração ética dentro da estrutura administrativa.

Resumo seco: infração ao Código de Ética em Secretaria do Executivo/RJ → apuração pela Comissão de Ética Setorial, composta por 3 servidores efetivos ou empregados permanentes, designados pelo dirigente do órgão.

revisar

Decreto 1171/1994

Art. 2° Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e indireta implementarão, em sessenta dias, as providências necessárias à plena vigência do Código de Ética, inclusive mediante a Constituição da respectiva Comissão de Ética, integrada por três servidores ou empregados titulares de cargo efetivo ou emprego permanente.

Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será comunicada à Secretaria da Administração Federal da Presidência da República, com a indicação dos respectivos membros titulares e suplentes.

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