Joilson possui autorização para uso da estrutura de uma lan...
Com base no caso hipotético, sobre atos administrativos, analise as alternativas e assinale a opção CORRETA:
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: A continuidade do mesmo uso por terceiro contradiz o motivo declarado de incompatibilidade com a destinação do bem; à luz do art. 2º, parágrafo único, alínea d, da Lei nº 4.717/1965, a inexistência do motivo torna inválida a revogação, como afirma a alternativa E.
- Mesmo em ato discricionário, confronte o motivo declarado com os fatos: motivo inexistente ou inverídico compromete a validade do ato.
- Separe os fundamentos do desfazimento: ilegalidade leva à anulação; conveniência ou oportunidade levam à revogação.
- Identifique qual ato está viciado: aqui, a revogação, e não necessariamente a autorização originária ou a concedida ao terceiro.
- Não trate o prazo de cinco anos como decisivo: a conclusão decorre da contradição entre o motivo alegado e a continuidade do uso.
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Comentários
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GAB.: LETRA E
A – Errada >> Embora a autorização seja discricionária e precária, se o motivo alegado for falso, o ato é nulo por vício no motivo.
B – Errada >> A autorização não é ato vinculado; é ato discricionário e precário.
C – Errada >> Não precisava ordem judicial nem irregularidade para revogar, pois a autorização é precária (não e definitiva).
D – Errada >> O poder de tutela (ou autotutela) permite anular atos ilegais e revogar atos inoportunos, mas no caso a Administração não anulou, e sim revogou com motivação falsa, o que gera nulidade.
E – Correta >> É exatamente o que ocorreu: a Administração alegou um motivo falso (incompatibilidade), e pela Teoria dos Motivos Determinantes, o ato torna-se nulo.
Pra quem achar o termo "PRECÁRIO" estranho, segue a definição:
Precário, no Direito Administrativo, significa aquilo que não é definitivo, que pode ser modificado, revogado ou retirado a qualquer tempo pela Administração, sem gerar direito adquirido ao beneficiário.
Bons estudos!!
Apenas uma observação na letra D: o princípio da TUTELA não é a mesma coisa que AUTOTUTELA. Embora ambos se refiram ao controle da administração pública, eles possuem naturezas distintas.
A tutela é o controle exercido pela administração pública sobre outras entidades administrativas, enquanto a autotutela é o controle que a administração exerce sobre seus próprios atos.
Atos negociais: são aqueles que conferem direitos ou autorizações ao particular, como licenças, permissões e concessões;
A teoria dos motivos determinantes: A motivação é obrigatória nos atos vinculados e é a regra nos atos discricinários. Contudo, caso a Administração Pública motive um ato, ficará vinculada aos motivos alegados.
PPES <-> PE
Ato precário = pode ser revogado, tem data de validade, poder ser modificado.
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