João é um homem de 32 anos em liberdade condicional. Ele fo...

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Q3987892 Psicologia
João é um homem de 32 anos em liberdade condicional. Ele foi detido duas vezes enquanto estava na escola e abandonou os estudos no segundo ano do ensino médio, após uma sequência de suspensões por comportamentos como xingar os professores, cabular aulas e brigar. Atualmente desempregado, seu histórico de trabalho é instável, marcado por subempregos. Seus antecedentes incluem detenções por arrombamento, roubo, assalto, venda de drogas e violência doméstica. Cumpriu seis anos de detenção por agressão com agravante depois de esfaquear um homem durante uma venda de drogas. Seu delito mais recente envolveu ameaças a vários membros da família de sua ex-namorada depois de uma discussão. Conforme as informações apresentadas, considerando o possível diagnóstico, qual seria o teste mais provável de ser usado para averiguar periculosidade? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era identificar que o enunciado descreve um quadro compatível com transtorno de personalidade antissocial; entre as alternativas, apenas a letra D mantém essa leitura e indica um instrumento psicodiagnóstico minimamente utilizável.

Tema central: personalidade antissocial
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa cai por erro decisivo no diagnóstico: 'transtorno de personalidade bipolar' é formulação tecnicamente inadequada e não corresponde ao núcleo do caso, que é antissocial e delitivo, não episódico de humor. A questão até explora o apelo do PCL-R/Hare, mas o erro diagnóstico inviabiliza a opção.
B
Errada
Está errada em dois pontos concretos: borderline não é o diagnóstico mais provável diante de um padrão estável de violação de direitos e criminalidade, e o WISC-IV é escala de inteligência para crianças/adolescentes, inadequada para um homem de 32 anos e para o objetivo de averiguar periculosidade.
C
Errada
Também erra o diagnóstico provável, porque o caso não tem como eixo dominante a instabilidade afetiva típica de borderline, mas sim conduta antissocial persistente. Além disso, a PABS-S não é o instrumento esperado para esse contexto forense de avaliação de periculosidade em adulto com esse padrão.
D
Certa
A letra D é a correta porque é a única opção que vincula o quadro mais plausível do caso a um instrumento psicologicamente utilizável para avaliação de personalidade. O Rorschach não é teste específico de periculosidade, mas pode ser usado para investigar dinâmica e variáveis de personalidade; por isso, entre as alternativas dadas, é o pareamento minimamente defensável.
E
Errada
Não há base no enunciado para priorizar transtorno de humor unipolar, já que o caso não é centrado em episódios depressivos, mas em comportamento antissocial e delitivo. Além disso, a Bateria Fatorial de Personalidade não responde, nos termos da questão, à inferência central de periculosidade.
Pegadinha da questão
A confusão real era induzir a marcação da letra A pelo nome do PCL-R/Hare, embora a própria alternativa traga um diagnóstico tecnicamente errado; a questão se resolve pela compatibilidade do quadro clínico antes do nome do teste.
Dica para questões semelhantes
  • Em questão de avaliação psicológica, primeiro identifique o quadro clínico mais compatível pelo padrão descrito; só depois confronte o instrumento.
  • Não aceite uma alternativa só porque o teste parece famoso ou pertinente ao tema se o diagnóstico indicado nela estiver tecnicamente incompatível.
  • Quando a questão usar 'periculosidade', diferencie instrumento específico dessa finalidade de teste apenas utilizável para investigar personalidade.
  • Se o caso for de criminalidade persistente, agressividade e violação estável de normas desde a juventude, a hipótese principal tende a ser antissocial, não transtorno de humor.

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