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Q3702495 Pedagogia
Para Camargo (2009), quem presencia situações agressivas sem participar diretamente do ato e nem denunciá-lo
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa D

Tema central: Compreensão do papel do espectador frente ao bullying. A questão avalia se o aluno reconhece como Camargo (2009) classifica quem presencia agressões sem intervir ou denunciar.

Resumo teórico: Bullying é violência intencional, repetida e com desigualdade de poder entre agressor e vítima (Olweus, 1993; WHO). Além de agressor e vítima, existem os espectadores (bystanders): podem ser defensores da vítima, observadores neutros ou coniventes. Camargo (2009) enfatiza que o observador que não age nem denuncia torna‑se parte do problema, prestando apoio indireto ao agressor.

Fontes relevantes: Olweus, D. (1993); Camargo (2009) — estudos sobre testemunhas de violência; Lei nº 13.185/2015 (Brasil) — Programa Nacional de Enfrentamento ao Bullying; WHO — documentação sobre violência escolar.

Justificativa da alternativa D: A alternativa D afirma que quem presencia sem intervir “é público do bullying, tornando‑se conivente com o agressor”. Isso está alinhado à ideia de Camargo (2009): a inércia do espectador legitima ou naturaliza a agressão, configurando conivência social. Assim, a classificação como “público do bullying” é precisa e coerente com a literatura.

Análise das alternativas incorretas:

A — “é autor do bullying” — incorreta: autor implica ação direta. O espectador omisso não é o agressor, embora possa facilitar o ato.

B — “age corretamente, pois evita aumentar os conflitos” — incorreta: omissão não é ação correta; ausência de denúncia pode perpetuar o dano e proteger o agressor.

C — “também é vítima” — parcialmente enganosa: testemunhas podem sofrer efeitos secundários (ansiedade, culpa), mas não são a mesma categoria que a vítima alvo da agressão; não é a definição utilizada por Camargo (2009).

E — “adota a melhor conduta, evitando assim tornar‑se o próximo alvo” — incorreta: omitir por medo não garante proteção; além disso, não é a conduta recomendada por políticas escolares e legais, que incentivam intervenção segura e denúncia.

Dicas de prova: atenção a termos precisos — “autor” = quem pratica; “conivente” = quem permite/legitima por omissão. Em questões sobre papéis sociais no bullying, prefira alternativas que considerem responsabilidade coletiva e efeitos da omissão.

Referências rápidas: Olweus (1993); Camargo (2009); Lei nº 13.185/2015; WHO — material sobre violência escolar.

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