Caso clínico.Homem, 34 anos, em tratamento de endocardite em...
Caso clínico.
Homem, 34 anos, em tratamento de endocardite em valva tricúspide pelo uso de piercings, evolui com piora da dispneia e manutenção de febre.
São considerados sinais clínicos de insuficiência tricúspide
importante, EXCETO:
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Tema central da questão: O assunto abordado é insuficiência tricúspide (IT), especialmente os sinais clínicos clássicos dessa condição em um paciente com endocardite da valva tricúspide. Saber reconhecer a apresentação clínica e os achados de exame físico é essencial para o diagnóstico correto em cardiologia.
Justificativa da alternativa correta:
A alternativa D) Sopro diastólico regurgitativo melhor audível em borda esternal esquerda está INCORRETA como sinal de IT. O sopro característico da insuficiência tricúspide é um sopro holossistólico (ou pansistólico), mais audível na borda esternal esquerda inferior, intensificando-se com inspiração profunda (manobra de Rivero-Carvallo). Já o sopro diastólico regurgitativo nessa topografia é típico da insuficiência aórtica, não da IT.
De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Valvopatias (SBC, 2020), página 22: “O sopro regurgitativo da IT ocorre na sístole, melhor auscultado na borda esternal inferior esquerda, com aumento à inspiração.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Hepatomegalia: A hepatomegalia é clássica em IT importante, devido à congestão venosa sistêmica. O fígado pode estar doloroso e pulsátil, como enfatiza o Manual MSD.
B) B2 hiperfonética: Pode ocorrer, especialmente se houver hipertensão pulmonar associada, quadro que costuma coexistir em pacientes com insuficiência tricúspide secundária.
C) Turgência jugular patológica: É um dos sinais mais sensíveis e precoces de IT significativa, refletindo aumento da pressão venosa central.
Estratégias de interpretação: Fique atento à fase do ciclo cardíaco em que ocorrem os sopros. Questões de prova frequentemente trazem pegadinhas trocando sopros sistólicos por diastólicos e vice-versa. Também preste atenção à localização (bordas esternais superiores x inferiores) e manobras que alteram a intensidade do sopro.
Referências utilizadas: Diretrizes Brasileiras de Valvopatias (SBC), Manual MSD, Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Em resumo: Apenas a alternativa D não corresponde a um achado típico de insuficiência tricúspide.
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