São fatores de mau prognóstico na leucemia linfoide aguda e...

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Q2771329 Medicina
São fatores de mau prognóstico na leucemia linfoide aguda em crianças, EXCETO:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda fatores prognósticos na leucemia linfoide aguda (LLA) em crianças. O reconhecimento adequado desses fatores é fundamental tanto para definição do risco quanto para as escolhas terapêuticas e acompanhamento.

Justificativa da alternativa correta (A): Medula óssea hipocelular ao final da indução geralmente indica efeito esperado do tratamento quimioterápico, com redução dos blastos e interrupção transitória da hematopoese. Não se correlaciona com pior prognóstico; ao contrário, sugere boa resposta inicial. Segundo o Harrison’s Principles of Internal Medicine, “a hipocelularidade medular ao final da indução é esperada enquanto a hematopoese normal se recupera”.

Análise das alternativas incorretas:

B) Doença residual mínima > 10% no 15º dia de indução: A doença residual mínima (DRM) elevada durante indução é reconhecidamente indicativa de resposta insuficiente à quimioterapia, associando-se a maior risco de recaída (mau prognóstico). Diretriz internacional enfatiza: “DRM persistente após início do tratamento é fator de alto risco”.

C) Idade menor que 1 ano ou maior que 10 anos: São extremos de idade que apresentam piores taxas de sobrevida e maior risco de resistência terapêutica.

D) Presença do rearranjo gênico BCR-ABL: O cromossomo Filadélfia (BCR-ABL) caracteriza um fenótipo de alto risco em LLA pediátrica, demandando protocolos específicos de tratamento, devido ao padrão mais agressivo da doença.

E) Rearranjo do gene MLL: Associado especialmente a LLA do lactente e considerado de prognóstico adverso (maior risco de recaída e refratariedade).

Estratégia de prova: Atenção à expressão "EXCETO": ela inverte o raciocínio lógico. Busque o fator não relacionado ao mau prognóstico.

Referência: Conforme destacado pelo Instituto Oncoguia e fundamentado em literatura tradicional como Harrison’s, as alternativas B, C, D e E são fatores de mau prognóstico em LLA pediátrica; a alternativa A não é.

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