Mulher de 62 anos apresenta há seis semanas humor deprimido,...

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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico - Psiquiatria |
Q4039915 Psiquiatria
Mulher de 62 anos apresenta há seis semanas humor deprimido, anedonia, culpa excessiva, insônia terminal e perda de peso. Evoluiu com recusa alimentar, permanecendo grande parte do dia imóvel e em silêncio. Ao exame mental, observa-se negativismo e mutismo parcial, sem flutuação do nível de consciência. O diagnóstico e a conduta inicial adequada, respectivamente, são:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo foi a comparação entre delirium e catatonia: o enunciado não descreve flutuação do nível de consciência, mas traz mutismo parcial, negativismo e imobilidade, que favorecem catatonia associada à depressão.

Tema central: Catatonia na depressão
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque delirium hipoativo exige alteração de atenção/consciência com curso flutuante, e o enunciado destaca ausência de flutuação do nível de consciência. Além disso, há sinais catatônicos sobre um quadro depressivo.
B
Errada
Está errada porque não há descrição de delírios ou alucinações que sustentem depressão psicótica, e antipsicótico isolado não corresponde à conduta inicial adequada para o quadro catatônico descrito.
C
Certa
A alternativa C está certa porque o quadro combina sintomas de episódio depressivo maior com sinais catatônicos clássicos: mutismo parcial, negativismo e imobilidade importante. Na catatonia, a conduta inicial de primeira linha é benzodiazepínico.
D
Errada
Está errada porque o quadro não é de depressão atípica; há insônia terminal, perda de peso, recusa alimentar e imobilidade, em vez do subtipo atípico.
Pegadinha da questão
Confundir imobilidade e silêncio com delirium hipoativo e ignorar que negativismo e mutismo são sinais catatônicos.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver síndrome depressiva associada a mutismo, negativismo e imobilidade, pense em catatonia antes de rotular apenas como lentificação depressiva.
  • Para diferenciar de delirium, procure o elemento central de alteração de atenção/consciência com flutuação; sua ausência pesa contra esse diagnóstico.
  • Na catatonia, a medida inicial cobrada é benzodiazepínico, mesmo quando o transtorno de base é depressivo.
  • Gravidade com recusa alimentar e catatonia afasta leitura de quadro leve ou de manejo ambulatorial simples.

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