Menino, 13 anos de idade, apresenta obesidade grave (IMC &g...

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Q4235033 Medicina
Menino, 13 anos de idade, apresenta obesidade grave (IMC > P99), com acantose nigricans moderada e hipertensão limítrofe. Já realizou intervenção intensiva no estilo de vida (dietoterapia e atividade física supervisionada) por 12 meses, sem resposta clínica significativa. Exames de glicemia de jejum e HbA1c normais, perfil lipídico alterado (TG elevados, HDL baixo), Insulina de jejum: 35 µU/mL e TGP discretamente aumentada. Com base no caso apresentado, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A BASE DE DECISÃO MÉDICA sustenta que adolescentes com 12 anos ou mais e obesidade podem receber farmacoterapia como adjuvante ao tratamento intensivo de estilo de vida, e que a AAP 2023 recomenda oferecer essa opção após falha do manejo comportamental; no caso, o paciente tem 13 anos e 12 meses de intervenção intensiva sem resposta significativa, preenchendo esse critério.

Tema central: Farmacoterapia da obesidade
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o enunciado já estabelece falha terapêutica do estilo de vida isolado após 12 meses, o que exclui insistir exclusivamente nessa estratégia. Além disso, a ausência de alteração glicêmica não impede tratamento farmacológico da obesidade: a indicação aqui é para obesidade refratária em adolescente elegível por idade, não para diabetes.
B
Errada
Está errada porque obesidade grave refratária em adolescente pode justificar encaminhamento para avaliação de cirurgia bariátrica, mas não indicação imediata do procedimento. A própria base destaca que, pela AAP 2023, adolescentes de 13 anos ou mais com obesidade grave devem ser encaminhados para avaliação em centro especializado, com decisão multidisciplinar, e não operados automaticamente.
C
Certa
A alternativa está correta porque o caso já documenta falha de 12 meses de intervenção intensiva no estilo de vida em um adolescente de 13 anos com obesidade grave e comorbidades metabólicas. Segundo a diretriz da AAP 2023, nessa faixa etária a farmacoterapia pode ser oferecida como adjuvante ao tratamento comportamental, e a base informa que liraglutida e semaglutida têm aprovação pediátrica no Brasil para obesidade a partir de 12 anos. Portanto, o passo tecnicamente alinhado ao manejo atual é considerar análogos de GLP-1 em associação, e não em substituição, às medidas de estilo de vida.
D
Errada
Está errada porque metformina não é o tratamento farmacológico padrão da obesidade grave pediátrica sem diabetes; a base afirma que seu efeito sobre peso/IMC é modesto e inconsistente, e que hiperinsulinemia ou acantose, isoladamente, não fazem dela a melhor resposta. Além disso, 'hipertensão limítrofe' no enunciado não autoriza concluir hipertensão arterial estabelecida nem indicar anti-hipertensivo de forma automática.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre tratar obesidade e tratar diabetes: glicemia e HbA1c normais não impedem farmacoterapia antiobesidade, e resistência à insulina com acantose não transforma metformina na melhor resposta. Também testa a diferença entre ser candidato à avaliação para bariátrica e indicar cirurgia de imediato.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer adolescente ≥12 anos com obesidade e falha documentada de intervenção intensiva no estilo de vida, pense em farmacoterapia antiobesidade como adjuvante.
  • Não use glicemia normal para excluir tratamento da obesidade: a decisão pode ser baseada em idade, gravidade e refratariedade do quadro.
  • Em adolescente com obesidade grave, diferencie encaminhamento para avaliação bariátrica de indicação imediata de cirurgia.
  • Metformina não deve ser tratada como fármaco antiobesidade de escolha apenas por acantose ou hiperinsulinemia sem diabetes.

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