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Q1969590 Medicina
Ainda com relação ao caso da questão anterior, pode-se afirmar que:
Alternativas

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Comentário da Questão:

Tema central: A questão aborda causas e manejo do delírio, quadro agudo caracterizado por alteração flutuante de consciência e cognição, frequente em pacientes hospitalizados, sobretudo idosos.

Justificativa da alternativa correta (B): O delírio pode ser desencadeado por múltiplos fatores, especialmente em pacientes com comorbidades como diabetes mellitus, infecções (ITU, pneumonia) e o uso de medicamentos como benzodiazepínicos. Segundo o Manual MSD: “Níveis de açúcar no sangue extremamente elevados ou baixos comumente causam delirium”, e “a causa é frequentemente uma infecção comum, como ITU, pneumonia ou gripe”. Os benzodiazepínicos também são citados entre as medicações que predispõem ao quadro.

Tais fatores devem ser ativamente pesquisados e controlados no paciente delirante, pois corrigir a causa frequentemente reverte o quadro.

Análise das alternativas incorretas:

A) Descartar AVE apenas pela ausência de déficit motor é ERRADO. Muitos AVCs, especialmente em território posterior, manifestam-se por alterações cognitivas ou comportamentais, sem déficits motores marcantes.

C) O manejo correto do delírio NÃO é feito com altas doses de antipsicóticos. Segundo diretrizes (UpToDate, Ministério da Saúde), o uso de antipsicóticos é reservado para casos graves/agitados e sempre na menor dose eficaz, monitorando efeitos adversos. Tratar a causa subjacente é prioritário.

D) Redução hipocampal é achado típico de demência (Alzheimer), não de delírio, cuja resolução pode ser completa. A avaliação por imagem em delírio é reservada a casos com suspeita de lesão estrutural ou AVE iminente.

E) Medicações anticolinérgicas devem ser evitadas: são conhecidas por precipitar ou agravar o delírio, particularmente em idosos.

Dica de prova: Atenção ao termo “condição aguda e reversível”. Investigar causas precipitantes/doenças agudas e evitar medicamentos potencialmente agravantes são pontos-chave no manejo do delírio!

Referências: Manual MSD; PCDT Delirium – Ministério da Saúde; UpToDate; Harrison’s – Princípios de Medicina Interna (21ª ed.).

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Comentários

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Com base no caso descrito na questão anterior, podemos afirmar que a alternativa correta é a B, que indica que o diabetes descompensado, um possível quadro infeccioso e o benzodiazepínico usado pela paciente devem ser considerados como possíveis causas da condição apresentada. O diagnóstico de Acidente Vascular Encefálico não pode ser descartado pela ausência de comprometimento motor, pois existem outras formas de apresentação da doença, como a isquêmica ou hemorrágica. A administração de antipsicóticos em altas doses não é o manejo correto para essa condição, pois pode piorar os sintomas e levar a complicações graves. A ressonância nuclear magnética pode ser útil para avaliar o dano cerebral, mas não é possível afirmar que haverá redução importante dos hipocampos. Medicações com ação anticolinérgica não são indicadas para o controle rápido dos sintomas, pois podem piorar a confusão mental e a agitação. É importante considerar todas as possíveis causas e avaliar cada uma delas para chegar a um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.

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