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Q3125452 Medicina
Caso hipotético para a questão.


     Mulher, 24 anos de idade, sem antecedentes conhecidos, deu entrada no serviço de emergência com dispneia súbita, dessaturação e taquicardia, além disso se queixava de perda de visão do lado esquerdo de ambos os olhos. Ela foi colocada na maca da emergência e monitorizada. Sinais vitais: temperatura 37,3 °C, Fc 137 bpm, sat. 92%, Fr 35 irpm, em uso de máscara não reinalante a 12 litros por minuto. Glicemia capilar: 145. Pressão arterial 97 x 85 mmHg.
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema Central: A questão aborda a abordagem inicial de um quadro de emergência em uma paciente jovem com dispneia súbita, dessaturação e sintomas neurológicos.

Justificativa para a Alternativa Correta (A): A paciente apresenta sinais de insuficiência respiratória aguda, evidenciada por dispneia severa, taquicardia e saturação de oxigênio de 92% mesmo com oxigenoterapia em alto fluxo. Esses sintomas, associados à taquipneia (35 irpm) e à instabilidade hemodinâmica (pressão arterial baixa), sugerem a necessidade de intervenção imediata para proteger a via aérea e garantir ventilação eficaz. De acordo com diretrizes de suporte avançado de vida, a intubação orotraqueal é indicada em casos de insuficiência respiratória aguda grave, especialmente quando há risco de deterioração rápida.

Análise das Alternativas Incorretas:

B - Aumentar o aporte de O2: Esta opção subestima a gravidade da situação. Com a máscara não reinalante a 12 litros por minuto, a saturação de 92% já indica falha na oxigenação, sugerindo que o simples aumento do fluxo de O2 não será eficaz. A intubação é necessária para garantir ventilação adequada.

C - Realizar VNI (Ventilação Não Invasiva): Embora a VNI seja útil em alguns tipos de insuficiência respiratória, como em casos de edema pulmonar cardiogênico ou DPOC exacerbada, a presença de instabilidade hemodinâmica e possível comprometimento neurológico contraindica seu uso. A intubação é preferível para controle total da via aérea.

D - Trombolisar a paciente: A trombólise é indicada em casos específicos de embolia pulmonar maciça ou infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST. Sem diagnóstico confirmado de tromboembolismo, essa conduta é inadequada e potencialmente perigosa.

E - Tratar como quadro ansioso com VNI e benzodiazepínico: Embora a ansiedade possa causar sintomas respiratórios, a gravidade da instabilidade respiratória e hemodinâmica apresentada pela paciente afasta essa hipótese como causa primária. A administração de benzodiazepínicos poderia piorar a situação ao induzir depressão respiratória.

Estratégia para Interpretação: Quando confrontado com um quadro de emergência, foque nos sinais vitais críticos e na saturação de oxigênio, que são indicadores diretos da necessidade de intervenção urgente. A intubação é frequentemente a melhor opção em cenários de insuficiência respiratória grave com risco iminente à vida.

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