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Q2400407 Medicina
Hemorragia digestiva baixa é definida como perda sanguínea cuja origem localiza-se no cólon e reto. O sangramento pode ser agudo (duração menor que 3 dias) ou crônico. Sobre a patologia em questão, assinale a alternativa correta.
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Tema central: Hemorragia digestiva baixa (HDB) é sangramento cuja origem está no cólon e reto. A conduta baseia-se em estabilização hemodinâmica, localização da fonte e hemostasia endoscópica, radiológica ou cirúrgica. Diretrizes da ACG/ASGE e textos como Harrison’s e Sleisenger reforçam esse fluxo.

Alternativa correta: C

Justificativa: Indicação cirúrgica na HDB inclui: (1) instabilidade hemodinâmica refratária à reposição vigorosa; (2) sangramento persistente ou recorrente com necessidade transfusional elevada, comumente ≥ 4–6 U de concentrado de hemácias em 24h; (3) falha de terapias endoscópicas/angiográficas. Esses critérios são clássicos em ACG/ASGE e Sleisenger. Quando a fonte é localizada, prefere-se ressecção segmentar; se não localizada e sangramento maciço, pode-se indicar colectomia subtotal.

Por que as demais estão incorretas?

A) Descreve características que pertencem mais à hemorragia diverticular (autolimitada em ~80%, ressangramento 25–30%) e não à colite isquêmica. A isquêmica é tipicamente esquerda (flexura esplênica/retossigmoide – áreas de “watershed”); o acometimento direito ocorre, porém é menos comum e costuma ser mais grave, com diarreia/sangue moderado, dor e elevação de lactato. Portanto, há confusão de etiologias.

B) Em sangramento maciço, recorrente ou contínuo ou quando não se localiza a fonte, a melhor estratégia é colonoscopia após preparo rápido se o paciente estiver estável; se instável/ativo, angio-TC para localizar e, em seguida, arteriografia com embolização. A retossigmoidoscopia é exame limitado ao segmento distal e não é o indicado nesses cenários. Útil apenas quando suspeita-se de fonte distal (hemorroidas, proctite) em casos estáveis.

D) A arteriografia realmente é diagnóstica e terapêutica (embolização) em HDB ativa. Porém, a enteroscopia é voltada ao intestino delgado (sangramento obscuro ou de delgado) e não é exame de escolha para HDB definida como cólon/reto. Assim, a assertiva é parcialmente verdadeira e, portanto, incorreta no contexto.

Estratégia para a prova:

  • Associe autolimitação 80% + ressangramento 25–30% à diverticulose, não à colite isquêmica.
  • Em instabilidade ou sangramento ativo, pense em angio-TC → arteriografia/embolização.
  • Critérios de cirurgia: instabilidade refratária, ≥ 4–6 U/24h, falha endoscópica/radiológica.

Referências rápidas: ACG/ASGE – manejo da HDB; Harrison’s Principles of Internal Medicine; Sleisenger & Fordtran’s Gastrointestinal and Liver Disease; UpToDate (Lower GI bleeding management).

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A questão aborda a hemorragia digestiva baixa, que se refere ao sangramento originado no cólon e reto. Na alternativa C, é indicado que a cirurgia se faz necessária em pacientes com hemorragia digestiva baixa que apresentam instabilidade hemodinâmica apesar da reposição volêmica, ou seja, apesar de estarem recebendo fluidos para estabilizar a pressão sanguínea e o volume de sangue circulante. Além disso, a cirurgia também é indicada em casos de sangramento persistente ou recorrente, caracterizado pelo recebimento de 6 ou mais unidades de concentrado de hemácias em 24 horas. Isso se justifica pela necessidade de controlar o sangramento para evitar complicações graves ou até fatais devido à perda sanguínea excessiva. As outras alternativas apresentam contextos diferentes para a realização de procedimentos diagnósticos ou terapêuticos. A alternativa A traz uma informação imprecisa sobre a localização da colite isquêmica e o volume do sangramento, a B sugere o uso da retossigmoidoscopia em contextos que normalmente demandariam a colonoscopia, e a D menciona exames que podem ter finalidades diagnósticas e terapêuticas, mas não especifica que esses exames são tipicamente considerados quando a fonte do sangramento não é identificada e não há instabilidade hemodinâmica. Portanto, a alternativa C é a correta, pois se alinha com o manejo clínico padrão para pacientes com hemorragia digestiva grave.

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