Luiza, 38 anos, comparece ao departamento de emergência dev...
Sobre o caso em questão, assinale a alternativa correta que cita o diagnóstico mais provável e o exame que auxiliaria tal hipótese, respectivamente.
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Tema central: dor biliar com sinais inflamatórios, compatível com colecistite aguda. A “interrupção brusca da inspiração à palpação do hipocôndrio direito” é o sinal de Murphy, altamente sugestivo de inflamação da vesícula biliar.
Alternativa correta: Colecistite – USG de abdome superior. A ultrassonografia é o exame de primeira linha: identifica cálculo, espessamento da parede (>3 mm), líquido perivesicular, dilatação de vias biliares e o Murphy ultrassonográfico. As Tokyo Guidelines 2018/2022 recomendam US como método inicial para confirmar critério “C” (imagem) após sinais locais (dor/Murphy) e sistêmicos (febre/taquicardia). Fontes: UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Como interpretar o enunciado: dor epigástrica que irradia para hipocôndrio direito, piora pós-prandial e noturna, associada a náuseas/vômitos e Murphy positivo + febre baixa = quadro biliar inflamado (cólica biliar que evoluiu para colecistite).
Por que as demais estão incorretas?
A) Pancreatite – FA e GGT: pancreatite típica cursa com dor epigástrica em “barra” irradiando para dorso, e o exame laboratorial-chave é amilase/lipase, não FA/GGT (que são marcadores de colestase). Além disso, o Murphy aponta vesícula, não pâncreas.
B) Colangite – amilase e lipase: colangite aguda se apresenta com tríade de Charcot (dor HD + febre + icterícia) e exige avaliação de bilirrubina, FA e GGT. O par amilase/lipase é de pancreatite, logo está trocado. O caso não descreve icterícia nem toxemia importante.
C) Apendicite – TC de abdome superior: apendicite migra para FID, não HD. A TC adequada é de abdome total (abdome e pelve), e não “superior”. Sinal de Murphy não ocorre na apendicite.
Achados e exames úteis na colecistite: leucocitose e PCR elevados (quando presentes), USG com os sinais descritos. Se US for inconclusiva e alta suspeita, considerar cintilografia biliar (HIDA) para avaliar obstrução do ducto cístico (Tokyo Guidelines).
Conduta (para fixar): analgesia, antibiótico contra Gram-negativos e anaeróbios (ex.: ceftriaxone + metronidazol) e colecistectomia laparoscópica precoce quando possível (recomendação TG18/TG22; UpToDate).
Pegadinhas de prova: dor epigástrica pode confundir com pancreatite; porém Murphy positivo e piora pós-prandial favorecem vesícula. Note também as associações laboratoriais trocadas nas alternativas A e B.
Referências: Tokyo Guidelines 2018/2022 (TG18/TG22); UpToDate: Acute calculous cholecystitis; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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