A dispepsia pode ser relatada como sintoma de uma série de ...
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Tema central: A questão aborda dispepsia, caracterizada por dor ou desconforto epigástrico recorrente, e exige conhecimento sobre diagnóstico diferencial, principais causas (dispepsia funcional e doença ulcerosa péptica), sintomas e abordagem terapêutica inicial. Tratar dispepsia exige rigor na avaliação clínica para distinguir corretamente entre causas funcionais, orgânicas e quadros que remetem à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).
Justificativa da alternativa correta (B): A melhora significativa dos sintomas com antagonistas H2 ou inibidores da bomba de prótons (IBP) sugere doença ulcerosa péptica, pois esses fármacos promovem supressão ácida e favorecem a cicatrização da mucosa gástrica. Segundo o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira: “A resposta ao tratamento empírico com IBPs é utilizada como estratégia inicial para sugerir etiologia ácido-péptica.” (Seção “Diagnóstico e Tratamento”)
Os IBPs são considerados superiores aos antagonistas H2 na cicatrização de úlceras, conforme descrito no Manual MSD para Profissionais de Saúde.
Análise das alternativas incorretas:
A) Pirose retroesternal como sintoma predominante remete à DRGE, não à dispepsia. De acordo com as diretrizes da AMB: “Sintomas predominantes de pirose e regurgitação indicam abordagem como doença do refluxo gastroesofágico.”
Pegadinha: O exame de palavras-chave do enunciado (“dispepsia” e não “DRGE”) já direciona a exclusão da alternativa.
C) Embora a pesquisa do antígeno fecal para H. pylori apresente boa sensibilidade e especificidade, o teste de escolha pode variar conforme acesso e contexto clínico. Em adultos, a testagem respiratória com ureia marcada ou sorologia também são aceitáveis. Além disso, a endoscopia pode ser indicada em casos de sinais de alarme.
D) Endoscopia digestiva alta não é limitada SOMENTE a quem tem idade > 50 anos ou sintoma de pirose + dor epigástrica. Segundo recomendações: deve ser feita frente a sinais de alarme (anemia, sangramento digestivo, perda de peso, disfagia, entre outros), independentemente da idade específica ou combinação sintomática.
Estratégia para provas: Atenção aos sintomas predominantes, destaque para resposta terapêutica e conhecimento de protocolos oficiais ajudam a evitar “pegadinhas”.
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