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Q3916270 Serviço Social

Durante oficina no CRAS, um adolescente relata ao facilitador situação configurada como suspeita de abuso sexual intrafamiliar, solicitando que a informação não seja compartilhada com ninguém.



Considerando os limites do sigilo profissional no contexto socioassistencial, a conduta tecnicamente adequada é: 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A suspeita de abuso sexual intrafamiliar contra adolescente já impõe comunicação aos órgãos de proteção, sem exigir prova concluída ou confirmação pela família. Esse dado do enunciado afasta as alternativas que mantêm sigilo absoluto, adiam a providência ou se limitam ao registro interno, e conduz à alternativa que articula acolhimento, esclarecimento dos limites do sigilo e acionamento da rede de proteção.

Tema central: limites do sigilo profissional diante de violência sexual contra adolescente
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma o sigilo em dever absoluto. Na suspeita de violência contra adolescente, há dever de comunicação aos órgãos de proteção, e o pedido de confidencialidade não afasta essa obrigação.
B
Errada
Está errada porque coloca a família como etapa prévia de verificação, mas a suspeita é intrafamiliar. Além de poder ampliar o risco, essa checagem com familiares não substitui nem precede obrigatoriamente o acionamento da rede de proteção e do Conselho Tutelar.
C
Certa
A alternativa C está certa porque aplica o critério normativo decisivo para casos de suspeita de violência contra adolescente: o sigilo profissional não é absoluto, e a proteção exige comunicação aos órgãos competentes. Ela também organiza a conduta de modo tecnicamente adequado no contexto socioassistencial: acolhe o relato com escuta qualificada, esclarece ao adolescente que há limite legal ao sigilo, aciona a equipe técnica de referência e realiza a comunicação ao Conselho Tutelar. Isso é compatível com o ECA, com a Lei 13.431/2017 e com o Código de Ética do/a Assistente Social, que admitem a revelação apenas no estritamente necessário em situação grave.
D
Errada
Está errada porque exige novas evidências ou novos relatos antes de agir. O critério aplicável é que a suspeita já basta para gerar o dever institucional de comunicação; a norma não exige prova concluída.
E
Errada
Está errada porque reduz a providência ao registro interno e à observação. O prontuário sigiloso pode integrar o acompanhamento, mas não cumpre sozinho a obrigação de comunicação externa aos órgãos de proteção.
Pegadinha da questão
A questão explorou a confusão entre sigilo profissional e sigilo absoluto, além da falsa ideia de que seria preciso confirmar os fatos antes de comunicar ou de que bastaria registrar internamente.
Dica para questões semelhantes
  • Em suspeita de violência contra criança ou adolescente, não espere prova completa: a suspeita já aciona o dever de comunicação protetiva.
  • Sigilo profissional cede em situação grave, mas a revelação deve ficar limitada ao estritamente necessário para proteção.
  • Em hipótese de violência intrafamiliar, não trate a família como instância inicial de checagem; o eixo correto é acionar a rede e o Conselho Tutelar.
  • No contexto socioassistencial, acolhimento e escuta não se confundem com investigação isolada; a atuação deve envolver a equipe técnica de referência.

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