Hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal...
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Tema central: Trata-se da identificação de doenças infecciosas sistêmicas capazes de causar hemorragia gastrointestinal em sua forma grave, tema de extrema relevância para a prática clínica e saúde coletiva. É fundamental ao candidato compreender as características fisiopatológicas, clínicas e epidemiológicas dos agentes citados.
Justificativa da alternativa correta (C - febre amarela):
A febre amarela é uma arbovirose viral aguda que, em sua forma grave, evolui para uma fase toxêmica caracterizada por disfunção hepática aguda, insuficiência renal e manifestações hemorrágicas. O sangramento pode ocorrer em vários sítios, com destaque para o trato gastrointestinal, manifestando-se por hematêmese (vômitos com sangue) e melena (fezes enegrecidas por sangue digerido). Estas manifestações resultam sobretudo da alteração na produção dos fatores de coagulação pelo fígado, combinada à necrose hepática e citólise extensas.
Segundo o Ministério da Saúde, “Em casos graves [...] podem ocorrer dor abdominal intensa, hematêmese, melena e outras manifestações hemorrágicas”. Este entendimento também é respaldado pelo Harrison’s Principles of Internal Medicine e recursos eletrônicos, como o UpToDate.
Análise das alternativas incorretas:
A) Blastomicose: Micoses sistêmicas como a blastomicose raramente provocam sangramento gastrointestinal; sua manifestação principal é pulmonar e cutânea.
B) Doença de Chagas: Apesar de envolver o trato gastrointestinal (ex: megaesôfago, megacólon), não cursa com hemorragia GI aguda espontânea. O quadro hemorragíaco não é típico da forma grave ou crônica.
D) Paracoccidioidomicose: Doença granulomatosa sistêmica, com predomínio de manifestações pulmonares e mucocutâneas. Hemorragia GI é evento excepcional e não característico.
E) Filariose: Principais manifestações são linfáticas, com linfedema e elefantíase; não há associação com hemorragias gastrointestinais.
Estratégia de leitura: Atenção ao comando "forma grave" e ao foco da sintomatologia (hemorragia GI). Elimine alternativas que não apresentam tal complicação, filtrando causas infecciosas que cursam com envolvimento hepático e coagulopatia.
Conclusão: O domínio do perfil clínico-epidemiológico das doenças infecciosas é essencial para identificar manifestações graves e complicações hemorrágicas. Fixe associações clássicas e revise protocolos clínicos do Ministério da Saúde.
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