Idoso, 81 anos, aposentado, admitido no Serviço de Emergênc...
FC: 117 bpm; PA 224x137 mmHg; FR: 40 ipm; SatO2: 87% AR: Creptos bilaterais até ápices pulmonares. ACV: Bulhas rítmicas e hipofonéticas, em 2 tempos, sem sopros.
AB: plano, indolor, sem visceromegalias. Extremidades frias, sem edemas.
Diante do caso clínico, qual o diagnóstico e qual fármaco NÃO é considerado um tratamento redutor da pré-carga?
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Tema central da questão: Identificação do diagnóstico sindrômico em um idoso com insuficiência respiratória aguda e escolha do medicamento que não reduz a pré-carga no contexto do Edema Agudo de Pulmão (EAP).
Compreensão do caso clínico: O paciente idoso apresenta dispneia súbita em repouso, sudorese fria, história de hipertensão mal controlada e sinais de congestão pulmonar bilateral (creptos até os ápices, SatO2: 87%). Os achados de exame físico associam-se a instabilidade hemodinâmica (PA: 224x137 mmHg, FC: 117 bpm) e uso de musculatura acessória. Estes dados, aliados ao quadro prévio semelhante, são característicos de Edema Agudo de Pulmão de origem cardíaca.
Raciocínio para a alternativa correta:
Em emergências cardiogênicas, a abordagem inicial do EAP prioriza redução da pré-carga e melhora da oxigenação. Entre as opções farmacológicas:
- Diuréticos de alça (ex: furosemida): removem excesso de volume, reduzindo a pré-carga.
- Vasodilatadores (ex: nitratos): promovem venodilatação, o que reduz a pressão de enchimento do ventrículo esquerdo.
- Morfina: também pode reduzir a pré-carga, além de aliviar a ansiedade.
Digoxina, por outro lado, é inotrópico que melhora a contratilidade do coração, mas não tem efeito clinicamente relevante sobre a pré-carga em situações agudas. Seu uso é reservado para casos de insuficiência cardíaca com resposta inadequada a outras terapias, sobretudo com fibrilação atrial, e não entra como primeira escolha no EAP.
Segundo a Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Aguda (2018): “Os inotrópicos estão indicados quando há má perfusão associada a pressão arterial sistólica abaixo de 90mmHg, mas a digoxina não é o fármaco de escolha para redução da pré-carga”.
Análise das alternativas:
- A) Embolia pulmonar; furosemida: Furosemida reduz pré-carga. Diagnóstico não condizente com quadro clínico.
- B) Edema Agudo de Pulmão; digoxina: Correta! Digoxina não reduz a pré-carga de modo relevante no EAP.
- C) Pneumotórax hipertensivo; nitrato: Nitratos reduzem pré-carga; diagnóstico incorreto.
- D) Tamponamento cardíaco; morfina: Morfina reduz a pré-carga; diagnóstico fora do contexto.
- E) Edema Agudo de Pulmão; nitrato: Nitratos reduzem pré-carga.
Estratégias e pegadinhas: Ao ler questões de emergência em idosos, atenção à associação de sintomatologia com dados de monitorização (ex: creptos, saturação, PA). Focar nas linhas de tratamento prioritárias (vasodilatadores e diuréticos), evitando uso inadequado de medicamentos como a digoxina em situações agudas.
Resumo prático: Em Edema Agudo de Pulmão o controle da pré-carga é essencial. Digoxina não é indicada para esse propósito, por isso a alternativa B é a correta.
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