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Q1088701 Medicina
Idoso, 81 anos, aposentado, admitido no Serviço de Emergência, com quadro de dispneia em repouso intensa, há 30 minutos, acompanhada de sudorese fria. Acompanhante refere que o paciente é portador de Hipertensão arterial sistêmica, em uso irregular de Enalapril 40mg/dia, e portador de Diabetes Mellitus tipo 2, sem uso de medicação. O paciente foi internado, há 6 meses, com quadro semelhante, permanecendo dois dias em Unidade de Terapia Intensiva. Nega tosse, dor precordial, síncope e outras queixas. Ao exame físico apresentava-se em regular estado geral, taquidispneico, fazendo uso de musculatura respiratória acessória, descorado +/4, sudoreico, acianótico, anictérico e afebril.
FC: 117 bpm; PA 224x137 mmHg; FR: 40 ipm; SatO2: 87% AR: Creptos bilaterais até ápices pulmonares. ACV: Bulhas rítmicas e hipofonéticas, em 2 tempos, sem sopros.
AB: plano, indolor, sem visceromegalias. Extremidades frias, sem edemas.
Diante do caso clínico, qual o diagnóstico e qual fármaco NÃO é considerado um tratamento redutor da pré-carga?
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Tema central da questão: Identificação do diagnóstico sindrômico em um idoso com insuficiência respiratória aguda e escolha do medicamento que não reduz a pré-carga no contexto do Edema Agudo de Pulmão (EAP).

Compreensão do caso clínico: O paciente idoso apresenta dispneia súbita em repouso, sudorese fria, história de hipertensão mal controlada e sinais de congestão pulmonar bilateral (creptos até os ápices, SatO2: 87%). Os achados de exame físico associam-se a instabilidade hemodinâmica (PA: 224x137 mmHg, FC: 117 bpm) e uso de musculatura acessória. Estes dados, aliados ao quadro prévio semelhante, são característicos de Edema Agudo de Pulmão de origem cardíaca.

Raciocínio para a alternativa correta:

Em emergências cardiogênicas, a abordagem inicial do EAP prioriza redução da pré-carga e melhora da oxigenação. Entre as opções farmacológicas:

  • Diuréticos de alça (ex: furosemida): removem excesso de volume, reduzindo a pré-carga.
  • Vasodilatadores (ex: nitratos): promovem venodilatação, o que reduz a pressão de enchimento do ventrículo esquerdo.
  • Morfina: também pode reduzir a pré-carga, além de aliviar a ansiedade.

Digoxina, por outro lado, é inotrópico que melhora a contratilidade do coração, mas não tem efeito clinicamente relevante sobre a pré-carga em situações agudas. Seu uso é reservado para casos de insuficiência cardíaca com resposta inadequada a outras terapias, sobretudo com fibrilação atrial, e não entra como primeira escolha no EAP.
Segundo a Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Aguda (2018): “Os inotrópicos estão indicados quando há má perfusão associada a pressão arterial sistólica abaixo de 90mmHg, mas a digoxina não é o fármaco de escolha para redução da pré-carga”.

Análise das alternativas:

  • A) Embolia pulmonar; furosemida: Furosemida reduz pré-carga. Diagnóstico não condizente com quadro clínico.
  • B) Edema Agudo de Pulmão; digoxina: Correta! Digoxina não reduz a pré-carga de modo relevante no EAP.
  • C) Pneumotórax hipertensivo; nitrato: Nitratos reduzem pré-carga; diagnóstico incorreto.
  • D) Tamponamento cardíaco; morfina: Morfina reduz a pré-carga; diagnóstico fora do contexto.
  • E) Edema Agudo de Pulmão; nitrato: Nitratos reduzem pré-carga.

Estratégias e pegadinhas: Ao ler questões de emergência em idosos, atenção à associação de sintomatologia com dados de monitorização (ex: creptos, saturação, PA). Focar nas linhas de tratamento prioritárias (vasodilatadores e diuréticos), evitando uso inadequado de medicamentos como a digoxina em situações agudas.

Resumo prático: Em Edema Agudo de Pulmão o controle da pré-carga é essencial. Digoxina não é indicada para esse propósito, por isso a alternativa B é a correta.

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O diagnóstico apresentado no caso clínico é Edema Agudo de Pulmão. O fármaco que NÃO é considerado um tratamento redutor da pré-carga é a Digoxina, que é mais recomendada para o tratamento de arritmias cardíacas e não para o controle da sobrecarga de líquidos no coração. Os nitratos, por outro lado, são considerados um tratamento redutor da pré-carga, pois dilatam os vasos sanguíneos e diminuem a pressão arterial, aliviando a carga de líquidos no coração. Porém, é importante destacar que o tratamento para o Edema Agudo de Pulmão deve ser realizado por um profissional médico, que avaliará o caso e prescreverá os medicamentos adequados para cada situação.

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