Qual achado, seja na anamnese, no exame clínico ou nos exam...
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Tema central: O foco da questão é reconhecer a manifestação clínica que, em pessoa vivendo com HIV/aids (PVHA), indica maior risco imediato para o desenvolvimento de infecções oportunistas, justificando o início imediato da terapia antirretroviral (TARV).
Análise da alternativa correta (A):
Presença de candidose ao exame da cavidade oral — A candidíase oral é reconhecida como uma das infecções oportunistas mais precoces em PVHA, refletindo imunossupressão pronunciada. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, a candidíase oral persistente configura imunodeficiência moderada e indica risco elevado para progressão de doenças oportunistas, tornando a indicação de TARV imediata. Além disso, estudos demonstram que pacientes com esse achado frequentemente apresentam valores de CD4+ < 200 cél/mm³, limiar associado à alta incidência de complicações graves.
Justificativa baseada em evidências: “Candidíase oral persistente” é diretamente citada como sinal clínico de imunodeficiência moderada e, portanto, critério objetivo para início da TARV (PCDT HIV, pág. 65).
Análise das alternativas incorretas:
B) Carga viral de 100.000 cópias/ml: Embora indica maior replicação viral e potencial progressão da doença, a indicação de urgência é definida pela gravidade clínica/imunológica e não apenas pela carga viral. O protocolo recomenda TARV para todos, mas o risco imediato de oportunistas é guiado por manifestações clínicas ou queda acentuada de CD4+.
C) Tuberculose na história pregressa: O histórico isolado de TB não reflete imunodeficiência atual. A indicação imediata seria para aqueles com TB ativa ou eventos infecciosos graves atuais.
D) Infecção genital pregressa: Doenças genitais passadas não são indicativas de imunodeficiência presente relevante para TARV imediata.
E) CD4+ de 450 células/mm³: Embora tratamento seja recomendado para todos, esse valor não indica imunodeficiência grave; sinais clínicos, como candidíase, pesam mais como critério de gravidade e risco de infecção oportunista.
Destaques e estratégia para provas: Atenção a termos que indicam quadro ativo ou sinais clínicos de imunodeficiência, mais relevantes do que apenas histórico ou exames laboratoriais isolados se não críticos. Sempre observe o contexto clínico ao decidir a urgência na TARV.
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