Gestante primigesta à termo, em franco trabalho de parto, ...

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Q3330623 Medicina
Gestante primigesta à termo, em franco trabalho de parto, BCF de 140 bpm, altura uterina de 34 cm, promontório não atingível, com dilatação total, bolsa das águas rota mostrando líquido claro com grumos, apresentação cefálica fletida, +3 no plano de De Lee, variedade de posição ODP persistente. Assinale a alternativa CORRETA
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Tema central: O ponto-chave desta questão é o manejo do parto vaginal operatório em variedade de posição occiptoposterior persistente (ODP) com dilatação total e feto já baixo (+3 De Lee), em situação propícia ao auxílio instrumental, focando na escolha correta do instrumento e da técnica.

Justificativa da Alternativa Correta (C):
A alternativa C apresenta a conduta adequada: aplicação do Fórcipe de Kielland para rotação de 135º e alívio do período expulsivo. O Fórcipe de Kielland foi desenvolvido especificamente para lidar com situações de variedade occiptoposterior persistente, devido à sua articulação deslizante, haste delicada e alinhamento adequado para realizar a rotação cefálica. Segundo o Manual MSD: “Parto vaginal operatório ou cesariana é muitas vezes necessário” nas posições occipitoposteriores (disponível em materiais de referência nacionais e internacionais).

Conforme diretrizes e autores como Rezende (“Obstetrícia Fundamental”, p. 736), a rotação manual assistida pelo fórcipe de Kielland é recomendada, pois reduz morbidade materna e neonatal ao evitar cesáreas desnecessárias quando não há desproporção.

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada! Não há evidências de desproporção céfalo-pélvica, pois o feto está baixo (+3 de Lee) e não há sinais de travamento. Não é indicação imediata de cesárea.

B) Errada! O Fórcipe de Simpson não é adequado para rotação; serve apenas para extração em apresentações alinhadas, sendo ineficiente e arriscado em ODP.

D) Errada! O vácuo extrator é contraindicado para rotação da apresentação, devendo ser usado apenas para extração em apresentações já compatíveis com o canal de parto. Seu uso inadequado pode gerar complicações fetais e maternas.

Estratégia para a resolução: Atenção a termos como “variedade ODP persistente” e “+3 de Lee”, que sugerem canal de parto praticamente atravessado sem desproporção. O candidato deve reconhecer que somente o fórcipe de Kielland oferece possibilidade segura e técnica de rotação nesses casos, respeitando indicações e limitações instrumentais.

Resumo Prático: Para parto operacional com apresentação ODP persistente e feto baixo sem sinais de desproporção, o fórcipe de Kielland é o instrumento indicado para rotação e extração.

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