No âmbito da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), o(a...
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Q4400866
Pedagogia
No âmbito da Educação Profissional e
Tecnológica (EPT), o(a) psicólogo(a) de um
campus do IFPI é frequentemente acionado(a)
para intervir em casos de estudantes com histórico
de retenções, absenteísmo e conflitos no cotidiano
acadêmico. Nos relatórios de encaminhamento,
constatam-se formulações que atribuem as
dificuldades a "déficits motivacionais", "imaturidade
socioemocional" ou a "suspeitas de transtornos do
neurodesenvolvimento".
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Referências Técnicas para a Atuação de Psicólogas(os) na Educação Básica. Edição Revisada. Brasília: CFP/CREPOP, 2019. p. 9, 26, 32, 52-53, 57. SOUZA, Beatriz de Paula. Apresentando a Orientação à Queixa Escolar. In: SOUZA, B. P. (Org.). Orientação à Queixa Escolar. São Paulo: Portal de Livros Abertos da USP, 2020 (1ª ed. 2007). p. 99-100, 105.
Considerando as Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Educação Básica, do CFP, as contribuições da Orientação à Queixa Escolar (OQE) e a crítica aos processos de patologização e medicalização da educação, analise as afirmativas a seguir:
I.A investigação de uma queixa escolar deve tomar como ponto de partida a avaliação individual do estudante, buscando identificar e circunscrever as variáveis intrapsíquicas ou orgânicas responsáveis pelo baixo rendimento, antes de considerar as condições institucionais e pedagógicas envolvidas.
II. A crítica aos processos de patologização e medicalização no espaço educativo visa a problematizar a naturalização e a individualização de dificuldades de escolarização, convertendo problemas de ordem social, institucional ou pedagógica em supostos transtornos inerentes ao estudante, sem que isso implique negar a existência de transtornos ou impedir encaminhamentos intersetoriais quando houver necessidade de cuidado em saúde devidamente fundamentada.
III. A apreensão da queixa escolar sob a ótica da Orientação à Queixa Escolar (OQE) requer o deslocamento da investigação centrada exclusivamente no estudante para a análise das relações em que a queixa emerge, envolvendo estudante, família e escola, bem como das diferentes versões sobre a situação e das condições concretas de escolarização.
IV. O reposicionamento crítico da Psicologia Escolar, orientado para a superação do modelo clínico-assistencial tradicional e de práticas de triagem excludentes, torna incompatíveis com a atuação institucional os procedimentos de avaliação psicológica e os momentos de escuta individualizada, por reproduzirem necessariamente uma perspectiva individualizante.
V.Alinhada às Referências Técnicas do CFP para a Educação Básica, a atuação frente às queixas de não aprendizagem e evasão deve articular, quando pertinente, ações interprofissionais e intersetoriais, considerando as condições institucionais e pedagógicas de escolarização e favorecendo a construção coletiva de estratégias com os diferentes atores da comunidade escolar.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas CORRETAS:
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Referências Técnicas para a Atuação de Psicólogas(os) na Educação Básica. Edição Revisada. Brasília: CFP/CREPOP, 2019. p. 9, 26, 32, 52-53, 57. SOUZA, Beatriz de Paula. Apresentando a Orientação à Queixa Escolar. In: SOUZA, B. P. (Org.). Orientação à Queixa Escolar. São Paulo: Portal de Livros Abertos da USP, 2020 (1ª ed. 2007). p. 99-100, 105.
Considerando as Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Educação Básica, do CFP, as contribuições da Orientação à Queixa Escolar (OQE) e a crítica aos processos de patologização e medicalização da educação, analise as afirmativas a seguir:
I.A investigação de uma queixa escolar deve tomar como ponto de partida a avaliação individual do estudante, buscando identificar e circunscrever as variáveis intrapsíquicas ou orgânicas responsáveis pelo baixo rendimento, antes de considerar as condições institucionais e pedagógicas envolvidas.
II. A crítica aos processos de patologização e medicalização no espaço educativo visa a problematizar a naturalização e a individualização de dificuldades de escolarização, convertendo problemas de ordem social, institucional ou pedagógica em supostos transtornos inerentes ao estudante, sem que isso implique negar a existência de transtornos ou impedir encaminhamentos intersetoriais quando houver necessidade de cuidado em saúde devidamente fundamentada.
III. A apreensão da queixa escolar sob a ótica da Orientação à Queixa Escolar (OQE) requer o deslocamento da investigação centrada exclusivamente no estudante para a análise das relações em que a queixa emerge, envolvendo estudante, família e escola, bem como das diferentes versões sobre a situação e das condições concretas de escolarização.
IV. O reposicionamento crítico da Psicologia Escolar, orientado para a superação do modelo clínico-assistencial tradicional e de práticas de triagem excludentes, torna incompatíveis com a atuação institucional os procedimentos de avaliação psicológica e os momentos de escuta individualizada, por reproduzirem necessariamente uma perspectiva individualizante.
V.Alinhada às Referências Técnicas do CFP para a Educação Básica, a atuação frente às queixas de não aprendizagem e evasão deve articular, quando pertinente, ações interprofissionais e intersetoriais, considerando as condições institucionais e pedagógicas de escolarização e favorecendo a construção coletiva de estratégias com os diferentes atores da comunidade escolar.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas CORRETAS: