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Q40320 História e Geografia de Estados e Municípios
Em 1924 explodiu o chamado 5 de julho em São Paulo. (...) A presença dos tenentes na capital paulista durou até o dia 27. (...) Afinal, os revoltosos abandonaram a cidade a 27 de julho, deslocando-se pelo interior de São Paulo em direção a Bauru. A manobra foi facilitada pela eclosão de revoltas tenentistas em cidades do interior. Essa foi a chamada "coluna paulista", que se fixou no oeste do Paraná, em um lugarejo próximo à foz do Iguaçu. Aí as tropas vindas de São Paulo enfrentaram os legalistas, à espera de uma outra coluna proveniente do Rio Grande do Sul.

(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1955, p. 308-309)

O movimento a que o texto se refere tinha como objetivo
Alternativas

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A alternativa correta é a Alternativa B: derrubar o governo do presidente Artur Bernardes.

Tema Central: A questão aborda a Revolta Paulista de 1924, um episódio inserido no movimento tenentista, que foi um importante movimento de contestação militar na história do Brasil. Compreender esse evento é essencial para a leitura crítica das transformações políticas que o país atravessou durante a Primeira República.

Resumo Teórico: O movimento tenentista foi protagonizado por jovens oficiais das Forças Armadas, denominados "tenentes", que, insatisfeitos com a política da época, propunham reformas como o voto secreto e o fim das oligarquias dominantes. A Revolta Paulista de 1924, também conhecida como a Revolução Esquecida, ocorreu como uma tentativa de derrubar o governo do presidente Artur Bernardes, que era visto como símbolo das injustiças e dos problemas da Primeira República.

Justificando a Alternativa Correta: A Alternativa B é a correta, pois o objetivo primordial do movimento era efetivamente a derrubada do governo de Artur Bernardes. Isso fazia parte de um esforço mais amplo dos tenentes para promover mudanças políticas significativas no Brasil. A resistência contra o governo era uma resposta às duras repressões sofridas, como os estados de sítio impostos por Bernardes.

Análise das Alternativas Incorretas:

Alternativa A: Agregar ao movimento a cúpula das Forças Armadas não era o objetivo principal dos tenentes, pois muitos membros da cúpula estavam alinhados com o governo de Bernardes e contrários às insurreições.

Alternativa C: Salvar a nação dos grupos comunistas não era uma preocupação central na Revolta de 1924, pois o foco era mais nas reformas políticas internas do país do que em questões ligadas ao comunismo.

Alternativa D: Percorrer o Brasil para mostrar a força econômica dos tenentes não estava entre os objetivos do movimento. O foco era político e voltado para a mudança do regime.

Alternativa E: Protestar contra a repressão do Exército ao Clube Militar não se aplica diretamente ao movimento tratado na questão, embora as tensões militares fossem uma característica da época.

Entender as nuances desse contexto histórico é vital para a compreensão das revoltas tenentistas e suas consequências para a política brasileira. É importante mencionar que fontes como o livro de Boris Fausto, "História do Brasil", são essenciais para aprofundar o estudo desse período.

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Revolta do Forte de Copacabana Durante o governo Artur Bernardes, as revoltas armadas promovidas pela jovem oficialidade do Exército, os tenentes, tornaram-se mais freqüentes e mais organizadas a ponto de levar o país a uma guerra civil. Em julho 1922, no Rio de Janeiro, eclodiu a primeira insurreição tenentista, que ficou conhecida como a Revolta do Forte de Copacabana, e que foi debelada pelo governo do presidente Epitácio Pessoa.

Porém, em julho de 1924, portanto, ao se completarem dois anos da primeira insurreição armada, os tenentes se rebelaram novamente. O novo levante tenentista ocorreu em São Paulo. Sob a liderança do general Isidoro Dias Lopes, e do comandante da Força Pública do Estado de São Paulo, major Miguel Costa, inúmeras unidades militares se rebelaram.

Os tenentes exigiam a renúncia do presidente Artur Bernardes, a formação de um governo provisório, a eleição de uma Assembléia Constituinte e a adoção do voto secreto. São Paulo se transformou em campo de batalha com a ocorrência de inúmeros combates violentos que levaram o governador do Estado, Carlos de Campos, a abandonar a cidade.

FONTE:http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/governo-artur-bernardes-1922-1926-estado-de-sitio-e-coluna-prestes.htm

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