Durante auditoria realizada em uma Unidade de Pronto Atendim...
Durante auditoria realizada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), verificou-se que um médico, após a ocorrência de complicações decorrentes de atendimento prestado por ele, alegou que a responsabilidade pelo desfecho clínico deveria ser automaticamente presumida e compartilhada entre toda a equipe de plantão e a instituição de saúde.
Considerando o caso narrado e os Princípios Fundamentais do Código de Ética Médica (Resolução CFM n° 2.217/2018), a alegação do médico está incorreta porque:
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: A Resolução CFM nº 2.217/2018, anexo, Capítulo I — Princípios Fundamentais, XIX, estabelece: “XIX – O médico se responsabilizará, em caráter pessoal e nunca presumido, pelos seus atos profissionais, resultantes de relação particular de confiança e executados com diligência, competência e prudência.” A pretensão de presumir e compartilhar automaticamente a responsabilidade contraria o caráter pessoal e não presumido previsto nesse princípio, o que torna correta a alternativa A.
- Confronte qualquer presunção de responsabilidade com a expressão normativa “pessoal e nunca presumido”.
- Não trate trabalho em equipe, unidade pública ou regime de plantão como autorização para transferir automaticamente a responsabilidade pelos atos próprios do médico.
- Distinga a vedação à presunção de responsabilidade da exclusão de responsabilidade: o princípio não comprova infração pela simples complicação clínica nem afasta eventual responsabilidade de terceiros.
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