Criança de 1 ano e 9 meses, vítima de atropelamento por moto...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O tema abordado é a avaliação do nível de consciência em crianças com traumatismo cranioencefálico (TCE), utilizando a Escala de Coma de Glasgow adaptada para pediatria (ECG Pediátrica). Trata-se de instrumento fundamental na tomada de decisão frente a emergências neurotraumatológicas na infância.
Justificativa para a alternativa correta – C (12 pontos):
A Escala de Coma de Glasgow pediátrica avalia três parâmetros, com pontuação máxima de 15. Vamos analisar cada item conforme o caso clínico apresentado:
Abertura Ocular: Responde à fala = 3 pontos
Resposta Verbal: Irritabilidade significativa (interpreta-se como choro persistente ou irritável, porém responde à estimulação) = 4 pontos
Resposta Motora: Movimento de retirada ao toque = 5 pontos
Soma: 3 (ocular) + 4 (verbal) + 5 (motora) = 12.
A alternativa C está correta porque corresponde fielmente ao escore, segundo Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com TCE – Ministério da Saúde (p. 21-22):
“A resposta verbal ‘irritável/choro persistente’ pontua 4, e a movimentação de retirada estimula 5 pontos na motora.”
Análise das alternativas incorretas:
- A) 14 | B) 13: Só seriam assinaladas se houvesse respostas mais próximas da normalidade em todos os itens, o que não se observa no caso (irritabilidade e resposta de retirada já reduzem as pontuações).
- D) 11 | E) 10: Representam casos mais graves, cujas respostas seriam, respectivamente, piores que as descritas (por exemplo: gemido como verbal ou flexão anormal na motora).
Dicas para provas: Sempre associe o nível de irritabilidade à resposta verbal mais alta (4 pontos) e lembrando que movimento de retirada na motora nunca vale menos de 5 pontos. Atenção às descrições: termos como “expressa palavras”, “perplexidade” ou “choro consolável” alteram significativamente a pontuação verbal.
Segundo publicação do Ministério da Saúde, a ECG deve ser utilizada rigorosamente conforme tabela adaptada para a idade (Diretrizes, p. 21), e pequenas nuances na avaliação clínica fazem grande diferença no manejo do TCE pediátrico (UpToDate; Nelson, Tratado de Pediatria).
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