Pacientes neutropênicos com febre de duração superior a três...
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Comentário do Gabarito:
Tema central: O foco da questão é a abordagem clínica e prática diante da febre de longa duração em pacientes neutropênicos. Estes pacientes, usualmente onco-hematológicos ou imunossuprimidos, apresentam alto risco para infecções graves dada a deficiência quantitativa e qualitativa de neutrófilos—agentes cruciais da resposta imune inata.
Justificativa para a alternativa correta (“Certo”): A febre persistente acima de três semanas em paciente neutropênico indica falha de tratamento inicial ou presença de agentes pouco usuais e potencialmente letais—como fungos invasivos (ex.: Aspergillus) ou microrganismos multirresistentes. Segundo o protocolo “Neutropenia Febril”, seção “Persistência da Febre: Alto Risco”:
“A persistência de febre nos primeiros 2-4 dias de tratamento em um paciente ESTÁVEL não indica troca do esquema empírico. (...). Se o paciente estiver clinicamente INSTÁVEL, está indicado o acréscimo de cobertura contra germes multirresistentes (...), além de cobertura antifúngica empírica.”
Passando três semanas, a internação torna-se obrigatória para um diagnóstico mais aprofundado e manejo intensivo: monitoramento constante de sinais vitais, exames laboratoriais e de imagem avançados (como tomografias e culturas), além de terapias endovenosas. O risco de complicações sérias e progressão para sepse é elevado fora do ambiente hospitalar. Diretrizes internacionais e nacionais reforçam esta conduta.
Análise da alternativa incorreta (“Errado”): Considerar não internar esse paciente (alternativa “errada”) contraria as principais recomendações clínicas. Tratar febre neutropênica prolongada ambulatorialmente pode resultar em atraso diagnóstico de causas graves e em maior mortalidade.
Estratégia de prova: Atenção ao termo “mais de três semanas”: indica situação fora do habitual, alertando para doenças de evolução lenta e risco elevado. Não confunda com febre de curta duração, cuja abordagem poderia ser menos invasiva se o paciente for estável.
Fontes e evidências: Protocolo “Neutropenia Febril”, revisões sistemáticas em infectologia (UpToDate) e obras clássicas como Harrison’s e Mandell demonstram consenso sobre conduta intensiva em febre persistente na neutropenia.
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