Masculino, 22 anos, admitido no pronto-socorro com relato de...
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Vamos analisar a questão em detalhes para entender o quadro clínico apresentado e justificar a escolha da alternativa correta.
Tema Central: Esta questão aborda cefaleia em salvas, um tipo de dor de cabeça primária rara, mas extremamente dolorosa, que é frequentemente confundida com outras condições devido à semelhança em alguns sintomas.
Justificativa para a Alternativa Correta (A):
A descrição do paciente – um jovem de 22 anos com dor súbita e intensa na região orbitária e temporal, acompanhada de lacrimejamento, hiperemia conjuntival e miose – é característica de cefaleia em salvas. Essa condição é conhecida por ataques de dor intensa, geralmente unilaterais, associados a sintomas autonômicos como lacrimejamento e congestão nasal. A menção de episódios repetidos em um dia e a associação com ingestão alcoólica são pistas adicionais que apontam para esse diagnóstico.
A inalação de oxigênio a 10 litros/minuto é um tratamento de primeira linha para crises agudas de cefaleia em salvas, segundo as diretrizes da International Headache Society.
Análise das Alternativas Incorretas:
- B - Neuralgia do trigêmeo: Embora também envolva dor facial intensa, a neuralgia do trigêmeo é tipicamente descrita como dor em choque elétrico e não está associada a sintomas autonômicos como lacrimejamento e hiperemia conjuntival. Além disso, o tratamento de escolha é a carbamazepina, mas não em forma endovenosa e em dose de bólus.
- C - Hemicrania paroxística crônica: Essa condição pode ser similar, mas é frequentemente responsiva ao indometacina, não a corticoides endovenosos, e tem uma frequência de crises maior, além de não ser tipicamente desencadeada por álcool.
- D - Hemorragia mesencefálica: Uma condição neurológica grave, geralmente associada a déficits neurológicos focais e não apenas dor. O quadro descrito é mais típico de uma cefaleia primária do que de um evento hemorrágico.
- E - Anti-inflamatório endovenoso e fenitoína: Não são recomendados no tratamento da cefaleia em salvas. O tratamento de escolha é oxigênio e triptanos, não anti-inflamatórios ou fenitoína.
Conclusão: A alternativa A é a única que descreve corretamente o quadro clínico e a abordagem terapêutica adequada para cefaleia em salvas, de acordo com as diretrizes médicas.
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