No atendimento clínico de um cão adulto politraumatizado, o...

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Q3917825 Medicina
No atendimento clínico de um cão adulto politraumatizado, o médico veterinário observa hipotensão persistente, taquicardia, mucosas pálidas, oligúria e alteração do nível de consciência. A análise integrada dos sistemas cardiovascular, respiratório, renal e nervoso indica falha na manutenção da homeostase sistêmica.
Nesse contexto, assinale a alternativa que melhor explica, de forma integrada, o mecanismo fisiopatológico predominante responsável pelo quadro apresentado.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O quadro de cão politraumatizado com hipotensão persistente, taquicardia, mucosas pálidas, oligúria e alteração do nível de consciência é compatível com choque circulatório/hipoperfusão sistêmica, isto é, redução da perfusão arterial efetiva com repercussão cardiovascular, renal e neurológica; por isso, a alternativa correta é a B.

Tema central: Choque circulatório traumático
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui o quadro a comprometimento respiratório primário com hipercapnia isolada e ainda nega impacto relevante sobre perfusão tecidual e função renal. Isso conflita diretamente com os achados de hipotensão, oligúria e alteração do sensório, que são marcadores de hipoperfusão sistêmica. No contexto descrito, o mecanismo predominante é hemodinâmico, não mera hipoventilação alveolar.
B
Certa
A alternativa B está correta porque integra o mecanismo fisiopatológico predominante do quadro: insuficiência circulatória aguda com redução da perfusão tecidual. A taquicardia e a palidez de mucosas são compatíveis com ativação simpática e vasoconstrição periférica; a oligúria decorre de redução da perfusão renal com ativação do eixo renina-angiotensina-aldosterona; e a alteração do nível de consciência é explicada por hipóxia/hipoperfusão cerebral. É a única opção que conecta de forma coerente os achados cardiovascular, renal e neurológico como manifestações de um mesmo processo hemodinâmico sistêmico.
C
Errada
Está errada porque propõe lesão renal primária isolada como evento inicial. A oligúria, neste cenário, é mais bem explicada como consequência da queda da perfusão renal no choque. Além disso, hipotensão persistente, taquicardia, palidez de mucosas e alteração neurológica compõem instabilidade circulatória sistêmica, não falha glomerular primária isolada.
D
Errada
Está errada porque transforma a alteração do nível de consciência em causa primária da instabilidade cardiovascular e da oligúria e exclui a participação de mecanismos hemodinâmicos periféricos. Isso contraria a fisiopatologia do choque descrita na base: neste contexto, a alteração neurológica é consequência de hipoperfusão cerebral, enquanto a oligúria e a palidez decorrem da resposta circulatória compensatória.
E
Errada
Está errada porque atribui o quadro a disfunção adrenal aguda restrita, hipótese que não explica o conjunto típico de hipoperfusão pós-trauma descrito no enunciado. Além disso, a própria formulação de que essa disfunção seria incapaz de interferir de modo significativo na integração entre sistemas é incompatível com a leitura fisiopatológica exigida. O quadro aponta para insuficiência circulatória traumática como mecanismo predominante.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de isolar um achado secundário como se fosse primário: oligúria pode levar ao erro de marcar lesão renal primária, e alteração do sensório pode induzir causa neurológica primária. Mas, com hipotensão persistente, taquicardia e palidez em politrauma, esses achados são melhor interpretados como consequências de choque circulatório.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma com hipotensão, taquicardia, palidez, oligúria e rebaixamento do sensório, pense primeiro em hipoperfusão sistêmica antes de atribuir o quadro a falência isolada de um órgão.
  • Use a sequência fisiopatológica para decidir: queda da perfusão arterial efetiva leva a ativação simpática e do sistema renina-angiotensina-aldosterona, com vasoconstrição periférica, oligúria e repercussão cerebral.
  • Quando a questão pedir mecanismo integrado, elimine alternativas que expliquem apenas um sistema e não conectem cardiovascular, rim e SNC no mesmo processo.
  • Não transforme oligúria ou alteração do sensório em diagnóstico primário sem confrontar o contexto hemodinâmico global.

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