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Acerca da avaliação da função pulmonar no paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), assinale a alternativa incorreta.
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Comentário da Questão – Avaliação da Função Pulmonar na DPOC
Tema central: Trata-se da importância e limitações dos diferentes parâmetros da espirometria na avaliação de pacientes com DPOC. Saber correlacionar os valores espirométricos com sintomas, prognóstico e capacidade funcional é fundamental tanto para o diagnóstico quanto para o manejo clínico da DPOC.
Justificativa da Alternativa Incorreta (gabarito: B):
A alternativa B afirma: “O VEF1 correlaciona-se bem com a dispneia e com a capacidade de exercício.” Contudo, segundo o PCDT para DPOC do Ministério da Saúde, “o VEF1, isoladamente, não é bom preditor de sintomas e exacerbações” e há baixa correlação entre o VEF1 e os sintomas. Estudos publicados reforçam que hiperinsuflação e limitação respiratória (melhor avaliadas pela capacidade inspiratória e CI/CPT) possuem relação mais próxima com dispneia e limitação ao exercício.
Análise das alternativas corretas:
- A: Correta. O VEF1 realmente é um mau marcador prognóstico em pacientes graves, pois subestima sintomas, risco de exacerbações e limitação funcional (PCDT, pág. 13).
- C: Correta. A capacidade inspiratória (CI) é relevante na limitação de exercício, pois reflete hiperinsuflação dinâmica – principal mecanismo de dispneia nessas situações (JBP – Dispneia em DPOC).
- D: Correta. Indivíduos com CI/CPT ≤ 28% apresentam prognóstico reservado para exercício máximo, conceito demostrado em estudos de função pulmonar.
- E: Correta. O teste de caminhada de 6 minutos é um forte preditor prognóstico, sendo incorporado em abordagens multidimensionais, como o índice BODE (PCDT, pág. 14).
Pontos de atenção/“pegadinhas”: O erro conceitual em B está no excesso de confiança na relação entre VEF1 e sintomatologia dispneica/capacidade funcional. O candidato atento deve lembrar que avaliação multidimensional sempre supera o uso isolado do VEF1.
Segundo o PCDT de DPOC (Ministério da Saúde): “A gravidade da doença deve ser avaliada também pelo perfil de sintomas e frequência de exacerbações, além do VEF1.”
Resumo para a prova: O VEF1 não tem boa correlação com dispneia/limitação ao exercício em DPOC. Prefira parâmetros como CI e teste de caminhada para prognóstico funcional nestes pacientes.
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