Paciente de 42 anos, empresária, vem pela terceira vez nesse...
Paciente de 42 anos, empresária, vem pela terceira vez nesse ano com queixa de vertigem posicional, especialmente ao virar-se na cama para a esquerda. A manobra de Dix-Halpike foi positiva para canal posterior e a manobra de reposicionamento foi realizada. Qual é a melhora conduta nessa situação?
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), condição que resulta de deslocamento de otólitos (cristais de cálcio) para os canais semicirculares do labirinto, gerando episódios de vertigem desencadeados por movimentação da cabeça, típico em pacientes que relatam sintomas ao mudarem de posição na cama.
Justificativa da alternativa correta (C):
A paciente já apresenta recorrência dos episódios de VPPB em curto espaço de tempo, o que exige investigação de possíveis distúrbios do metabolismo do cálcio. Os otólitos são formados por carbonato de cálcio; alterações nesse metabolismo, incluindo deficiência de vitamina D, elevam a chance de recorrência do quadro.
Segundo estudos recentes e revisões como exposto pelo UpToDate e artigos brasileiros, “a avaliação laboratorial do metabolismo do cálcio, especialmente vitamina D, deve ser considerada nos casos de VPPB recidivante”. Isso permite identificar e corrigir causas subjacentes, reduzindo novas crises. Logo, a solicitação destes exames e a revisão da história clínica são condutas baseadas em evidências e recomendadas na prática clínica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Repouso, uso de colar cervical e afastamento das atividades físicas não previnem recorrências. Esses cuidados pós-manobra não são recomendados por diretrizes, pois não apresentam benefício comprovado.
B) Embora a recorrência da VPPB possa ser comum, não se deve negligenciar o acompanhamento do paciente, especialmente quando o quadro se apresenta recidivante, pois pode haver causas tratáveis.
D) Orientar manobras domiciliares para prevenção não está validado em protocolos. As manobras de reposicionamento são terapêuticas, mas não profiláticas.
E) Vectoeletronistagmografia não é exame de primeira linha para investigação de VPPB recidivante e não agrega benefício frente ao caso apresentado.
Dicas para prova: Atenção a recorrência de sintomas em otorrinolaringologia: geralmente indica necessidade de investigação etiológica complementar. Questões desse tipo buscam avaliar a capacidade do candidato de integrar fisiopatologia e boas práticas.
Resumo: Diante de VPPB recorrente, a solicitação de exames do metabolismo do cálcio é recomendada, sustentada por evidências e literatura clínica moderna. Saber diferenciar cuidados baseados em evidência de condutas sem suporte científico é fundamental para o desempenho na prova e na prática médica.
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